Modificações estruturais e funcionais da folha de Eremanthus Incanus (less.) Less. (Asteraceae) em diferentes ambientes no parque ecológico quedas do Rio Bonito

A vegetação do Alto Rio Grande é composta por manchas de floresta, cerrado e campo rupestre. Esta notável variação fisionômica se dá pelo motivo desta região abrigar uma das áreas de transição entre os cerrados do Brasil central e as florestas semidecíduas do sudeste e sul do país. Eremanthus incanu...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Elias Roma da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/29107
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/29107
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Botânica Aplicada
Eremanthus incanus - Anatomia foliar
Eremanthus incanus - Fitofisionomia
Tricomas
Trocas gasosas
Eremanthus incanus - Leaf anatomy
Eremanthus incanus - Phytophysiognomy
Trichomes
Gas exchange
Descripción
Sumario:A vegetação do Alto Rio Grande é composta por manchas de floresta, cerrado e campo rupestre. Esta notável variação fisionômica se dá pelo motivo desta região abrigar uma das áreas de transição entre os cerrados do Brasil central e as florestas semidecíduas do sudeste e sul do país. Eremanthus incanus (Asteracaeae) é uma das muitas espécies que ocorre nesses diferentes ambientes, indicando uma provável plasticidade para se ajustar às variações ambientais dessas fitofisionomias. Objetivou-se nesse estudo, analisar as modificações anatômicas e fisiológicas de folhas de E. incanus, em diferentes fisionomias vegetais no Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, Lavras – MG. Para isso, foram coletadas as folhas de dez indivíduos de três áreas distintas: 1) Transição Mata – Cerrado; 2) Campo Rupestre e 3) Cerrado. Foram confeccionadas e fotografadas as lâminas de secções transversais e paradérmicas. Foram obtidos em campo também, os dados de trocas gasosas com uso do IRGA, dados de clorofila com o uso de um clorofilômetro, e dados de fluorescência obtidos por meio de um fluorímetro de luz modulada. A partir de uma análise de componentes principais foram selecionadas as variáveis anatômicas e fisiológicas que obtiveram maior valor de significância, posteriormente foi realizada uma análise de regressão multivariada utilizando os três ambientes (variável explanatória) e as variáveis anatômicas e fisiológicas (variáveis respostas). Desta forma, foi avaliado o efeito causado pela variável explanatória nas variáveis respostas por meio da análise de variância e teste do Chi-quadrado (p<0,05). Por uma análise qualitativa da anatomia foliar de E. incanus, observou-se epiderme unisseriada, mesofilo dorsiventral, folhas anfiestomáticas e com grande quantidade de tricomas na face abaxial. A espessura da epiderme adaxial e a quantidade de tricomas abaxiais tiveram alterações devido às variações ambientais de cada área. Na área de Cerrado as folhas de E. incanus apresentaram maior espessura da epiderme na face adaxial e da região de tricomas, provavelmente, devido a essa área conter pouca disponibilidade hídrica no solo e estar exposta a constante radiação solar provocando um aumento na temperatura foliar. Assim, as modificações estruturais favoreceram uma maior assimilação de CO 2 , maior eficiência no uso da água, e menor transpiração da folha de E. incanus. Esse resultado, mostra que está espécie possui uma plasticidade para se adaptar aos diferentes ambientes e as suas variações ambientais.