Respostas estruturais foliares de Eremanthus incanus (Less.) Less.(Asteraceae) ocorrentes em área de deposição de rejeito de mineração de quartzito

Na atualidade a regeneração das áreas degradas é uma preocupação mundial, porém o empobrecimento dos solos causado pela extração de rochas dificulta tal ação. No entanto, é possível encontrar indivíduos de Eremanthus incanus, também conhecida porpulamente por candeia, crescendo e se estabelecendo na...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Castro, Lais Silva de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/60120
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/60120
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CIENCIAS BIOLOGICAS::BOTANICA
Eremanthus incanus
Anatomia de candeia
Química do solo
Candeia anatomy
Soil chemistry
Mineração de quartzito
Quartzite mining
Descripción
Sumario:Na atualidade a regeneração das áreas degradas é uma preocupação mundial, porém o empobrecimento dos solos causado pela extração de rochas dificulta tal ação. No entanto, é possível encontrar indivíduos de Eremanthus incanus, também conhecida porpulamente por candeia, crescendo e se estabelecendo naturalmente em pilhas de rejeito de extração de quartzito. Na literatura é descrita a facilidade em se estabelecer em ambientes adversos, porém pouco se sabe sobre as estratégias anatômicas e nutricionais que podem favorecer sua sobrevivência nestes ambientes. Para tanto, o objetivo do trabalho foi analisar características estruturais de folhas de E. incanus presente em solos com deposição de rejeito da extração de quartzito e compará-las com as plantas de ocorrência natural em Campo rupestre. O estudo foi realizado no município de Luminárias (MG) em duas áreas distintas: região ocupada por pilhas de rejeito de quartzito e uma formação nativa de Campo rupestre. Na qual foram delimitadas cinco parcelas por área, e amostrados três indivíduos por parcela. Para tanto, em cada árvore amostrada foram mesuradas características morfométricas. Além disso, foram analisadas anatomia foliar, área foliar específica (AFE), estimativa de clorofila (SPAD), química das folhas e químicas do solo. Os dados foram submetidos ao teste Welch Two Sample ou de Wilcox, a 5% de probabilidade. Parâmetros anatômicos e morfométricos como área do vaso do xilema e espessura de tricomas e DAP e CAP apresentaram diferença estatística entre as áreas de estudo. A área do vaso do xilema foi maior na área com deposição de rejeito, sendo uma adaptação para evitar embolia nos vasos. A quantidade de matéria orgânica foi estatisticamente maior na área de Campo rupestre. Compostos químicos foliares como K, Ca, Mg, Mn, Zn, Fe tiveram maior concentração em plantas coletadas sobre o rejeito de rochas, enquanto S, B, Cu, foram maiores na área de Campo rupestre. Assim, E. incanus tem bom desempenho no aproveitamento dos nutrientes disponíveis no rejeito, sem necessidade de grandes ajustes estruturais (dentre os analisados) foliares, tendo potencial para revegetação destas áreas.