Dinâmica, modelagem do crescimento e cadeia de comercialização da candeia Eremanthus incanus (Less.) Less.
Desenvolveu-se este trabalho com os objetivos de investigar a dinâmica do estrato arbóreo e da regeneração natural da candeia Eremanthus incanus, conhecer o padrão de crescimento da espécie, avaliar a condução da regeneração natural sob diferentes densidades e estruturar sua cadeia de comercializaçã...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Lavras (UFLA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFLA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufla.br:1/4156 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/4156 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | CNPQ_NÃO_INFORMADO Candeia Dinâmica de comunidades Regeneração natural Cadeia de comercialização Eremanthus incanus Population dynamics Natural regeneration |
| Resumo: | Desenvolveu-se este trabalho com os objetivos de investigar a dinâmica do estrato arbóreo e da regeneração natural da candeia Eremanthus incanus, conhecer o padrão de crescimento da espécie, avaliar a condução da regeneração natural sob diferentes densidades e estruturar sua cadeia de comercialização vinculada à produção de moirões. Os dados para estudo da dinâmica e do crescimento foram obtidos de um candeal do município de Morro do Pilar, MG, inventariado em 2001 e 2006 (parcelas de 20 x 50 m para levantamento do estrato adulto e subparcelas de 5 x 20 m para levantamento da regeneração natural). A regeneração natural conduzida em diferentes densidades foi avaliada em um experimento instalado no delineamento em blocos casualizados (4 blocos de 20 x 120 m, com 6 parcelas de 20 x 20 m e 5 períodos de medição). Também foram realizadas entrevistas e levantados dados em diversos municípios de Minas Gerais nos quais a candeia é largamente explorada para a obtenção das informações referentes à cadeia de comercialização. A análise da regeneração natural sob condições naturais registrou diminuição, em termos absolutos, da densidade de plântulas/ha, em todas as categorias de tamanho às taxas de mudança anuais líquidas da ordem de -0,80%, -6,81% e 13,29%, para plântulas estabelecidas, não-estabelecidas e recrutas, respectivamente. Também foi registrado aumento proporcional do número de plântulas estabelecidas, ocasionando aumento da cobertura (quadrados estocados) desta categoria de plântulas. A regeneração natural sob condições naturais apresenta-se em condição relativamente estável, com competição acentuada (autodesbaste) ocasionada pela densidade elevada de plântulas, sobretudo nas menores categorias de tamanho, o que implica em necessidade de interferência por meio da aplicação de práticas de manejo para garantir um estoque viável de plântulas para suprir o estrato adulto, otimizar a produção e garantir a exploração sustentável da referida população. No caso da regeneração natural conduzida em diferentes densidades, verificou-se que, aos 74,60 meses, o desbaste e a poda exerceram influência significativa no crescimento em altura e em diâmetro das plântulas com DAP≥3 cm, conduzidas sob diferentes densidades e avaliadas em diferentes épocas. Nas diferentes densidades testadas, os melhores resultados do crescimento em altura e em diâmetro foram para 3.333 plântulas/ha. Ocrescimento em altura e em diâmetro apresentou comportamento linear crescente durante o período avaliado, indicando que, aos 74,60 meses, o candeal estava em pleno crescimento. A identidade de modelos revelou que a testemunha diferenciou-se de todas as densidades aplicadas, não tendo estas últimas se diferenciado entre si (modelos idênticos). Em relação ao comportamento da variável DAP, o teste de identidade de modelos apresentou resultados não significativos, ou seja, comportamento idêntico no crescimento em DAP para todos os tratamentos avaliados, inclusive a testemunha. Os parâmetros da dinâmica indicaram taxas anuais de decréscimo em número de indivíduos em todas as densidades, sendo de -1,51% para 6.666,7 plântulas/ha e de -3,22% para 2.222,2 plântulas/ha, e a taxa de ingresso aumentou no sentido das menores para as maiores densidades. Em relação à dinâmica do estrato arbóreo, ocorreu aumento em número de indivíduos e em área basal, às taxas de 5,22%.ano-1 e 7,70%.ano-1, respectivamente; a taxa de mortalidade foi de 2,53%.ano-1 (360 árvores), enquanto a taxa de recrutamento foi de 7,375.ano-1 (1225 árvores). As taxas de ganho e de perda em área basal foram de 9,91%.ano-1 e de 2,98%.ano-1, respectivamente; as taxas anuais de crescimento foram de 2,62%, para crescimento médio e de 3,83%, para crescimento acelerado, com trajetória de crescimento no padrão exponencial. As taxas de crescimento obtidas no período permitiram estimar que uma árvore atingirá 7 cm aos 16 anos, sob crescimento médio e aos 10 anos, pelo crescimento acelerado. A cadeia de comercialização da candeia Eremanthus incanus para produção de moirões é formada pelos extratores (trabalhadores rurais e pequenos produtores rurais), grandes produtores rurais, atacadistas e consumidores. A renda mensal dos extratores varia de R$ 320,00 a R$ 1.440,00, em função da quantidade diária de moirões extraídos e do preço pago por dia de trabalho, que variou de R$ 4,00 a R$ 6,00. A renda dos grandes produtores rurais e dos atacadistas também é bastante variável, em função do tamanho da propriedade, do preço de compra e venda dos moirões, da quantidade de caminhões disponíveis, da estocagem ou não de madeira, entre outros fatores. Quanto às margens de comercialização, foram encontrados 58,4% para os atacadistas, 33,3% para os grandes proprietários de terra e 8,3% para os extratores. |
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