Deus : não é o que você pensa

Os textos sagrados das mais diversas tradições religiosas e os relatos de santos e místicos dessas mesmas tradições apresentam o domínio espiritual de modo paradoxal e misterioso, seguidamente incompreensível. Esses textos contrastam fortemente com o discurso filosófico e teológico sobre esses mesmo...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Severo, Rogério Passos, Vasconcellos, Mariana Garcia
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282688
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/282688
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Religião
Experiência religiosa
Epistemologia da Religião
Filosofia
Religious experience
Epistemology of religion
Intuition
Feeling
Descrição
Resumo:Os textos sagrados das mais diversas tradições religiosas e os relatos de santos e místicos dessas mesmas tradições apresentam o domínio espiritual de modo paradoxal e misterioso, seguidamente incompreensível. Esses textos contrastam fortemente com o discurso filosófico e teológico sobre esses mesmos assuntos, que procurou descrever de modo claro e bem definido o que naqueles textos é dito de modo ambíguo, metafórico e indireto. Este artigo desenvolve um argumento originalmente formulado por William James, segundo o qual o fundamento das crenças religiosas são as experiências religiosas e não as teorias filosóficas ou teológicas. Argumentamos que uma epistemologia da religião baseada naquelas experiências não pode meramente imitar uma epistemologia de objetos comuns (os objetos físicos, por exemplo), mas precisa incorporar intuições e sentimentos como fontes de conhecimento ao lado das fontes mais tradicionais.