Os argumentos da experiência religiosa e as perspectivas cristãs

Nos últimos 200 anos, testemunhamos diversas transformações no cenário religioso. Uma dessas transformações foi o crescimento de formas de espiritualidades não teístas no mundo ocidental, acompanhadas simultaneamente pelo crescimento das críticas às limitações filosóficas das perspectivas teístas, e...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Rodrigues, Alexandre Ben
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/295429
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/295429
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Filosofia da Religião
Experiência religiosa
Psicologia da religião
Cristianismo
Philosophy of religion
Religious experiences
Psychology of religion
Christianity
Descripción
Sumario:Nos últimos 200 anos, testemunhamos diversas transformações no cenário religioso. Uma dessas transformações foi o crescimento de formas de espiritualidades não teístas no mundo ocidental, acompanhadas simultaneamente pelo crescimento das críticas às limitações filosóficas das perspectivas teístas, em particular as cristãs, as quais foram perdendo prestígio cultural, social e acadêmico ao longo do século XX. Uma das dimensões filosóficas desse processo foi o aparecimento do chamado argumento da experiência religiosa na virada para o século XIX, que reivindicou explicar a essência do comportamento religioso a partir da experiência pessoal, relegando a um segundo plano a importância religiosa dos elementos morais e metafísicos, fundamentais para as religiões teístas. O argumento, desenvolvido por cristãos protestantes de orientação liberal, referendou um grande número de abordagens não teístas ou mesmo ateístas, amparadas em uma concepção estritamente psicológica da religião, entendida agora como um produto da subjetividade individual. Visto que a perspectiva cristã percebe a religião como uma dimensão mais propriamente objetiva do que subjetiva, dada sua ênfase em aspectos morais e metafísicos, na qual a razão e a superação das idiossincrasias individuais são componentes essenciais, torna-se relevante investigar o impacto desse debate para uma filosofia da religião. Desse modo, espera-se oferecer contrapontos ao argumento da experiência religiosa e sua ênfase subjetivista, avaliando o potencial explicativo dos argumentos cristãos tradicionais para esse debate A conclusão é que o argumento da experiência religiosa em sentido moderno contrasta em muitos aspectos com o argumento cristão sobre o significado da religião, estando o primeiro frequentemente associado a um sentimento circunscrito na imanência e cotidianamente comum, que privilegia os aspectos antropocêntricos da religião, e o segundo associado à vivência pessoal do transcendente através da prática ascética e da observância dos preceitos emanados do logos divino.