De Quilombos a quilombolas: notas sobre um processo histórico-etnográfico

Busca-se neste artigo, através de uma breve revisão, demonstrar que apesar da necessidade de se conhecer a definição histórica de quilombo, a mesma não se aplica de forma adequada à categoria de remanescentes de quilombo ou quilombolas, pois esta se refere a um processo de auto-reconhecimento feito...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Marques, Carlos Eduardo
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista de antropologia (São Paulo. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/27338
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/ra/article/view/27338
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Quilombo
remanescentes de quilombo
etnografia
Maroons communities
remaining quilombo
ethnography
Descrição
Resumo:Busca-se neste artigo, através de uma breve revisão, demonstrar que apesar da necessidade de se conhecer a definição histórica de quilombo, a mesma não se aplica de forma adequada à categoria de remanescentes de quilombo ou quilombolas, pois esta se refere a um processo de auto-reconhecimento feito por grupos com características étnicas que se mobilizam ou são mobilizados em torno de conquistas, entre as quais, a posse definitiva de seu território social. A categoria remanescente de quilombos é, portanto, um construto que só atinge sua plenitude na interface entre os discursos antropológico, jurídico, dos quilombolas (nativo) e dos movimentos envolvidos com a temática. E para sua correta compreensão, é necessário que se pratique a etnografia, entendida como o momento privilegiado em que se pode compreender o quilombo não apenas como um lugar definido externamente - ou seja, geograficamente determinado, historicamente construído e (talvez) documentado, ou um achado arqueológico -, mas também como um ente vivo.