Os quereres e fazeres das mulheres em marcha: A Psicossociologia com comunidades na luta pela terra e pela vida.
A pesquisa busca identificar como as confluências das mulheres em marcha produzem re-existências e narrativas coletivas que fortalecem a luta pela terra e pela vida. Percorrendo os encontros com a psicologia comunitária, política e social latino- americana com a sociologia, chegamos na Psicossociolo...
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44356 |
| Acesso em linha: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44356 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Mulheres quilombolas - tese sobre Mulheres indígenas Psicossociologia com comunidades Universidade Federal do Rio de Janeiro - Tese Tese - Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - UFRJ EICOS - UFRJ - tese Ecofeminismos Narrativas fotográficas Ecologia da branquitude patriarcal Análise de conteúdo Marcha das Margaridas Acampamento Terra Livre Mulheres em marcha - margaridas Quilombola women - thesis on Indigenous women Psychosociology with communities Federal University of Rio de Janeiro - Thesis Thesis - Postgraduate Program in Psychosociology of Communities and Social Ecology - UFRJ EICOS - UFRJ - thesis Ecofeminisms Photographic narratives Ecology of patriarchal whiteness Content analysis March of the Daisies Free Land Camp Women on the march - daisies Psicologia. |
| Resumo: | A pesquisa busca identificar como as confluências das mulheres em marcha produzem re-existências e narrativas coletivas que fortalecem a luta pela terra e pela vida. Percorrendo os encontros com a psicologia comunitária, política e social latino- americana com a sociologia, chegamos na Psicossociologia com comunidades. Guiadas pelos caminhos contra coloniais e pela confluência entre Narrativas e Escrevivências, trilhas de Afeto e Coletividade. QAMASA, palavra Quechua que nos convoca a ter coragem ao criar, inspira a Fotografia crítica aos processos coloniais, uma fotografia popular na produção de contra-informação. A base referencial parte de um olhar dos Eco feminismos, mirando seus trás plurais étnico-raciais e os movimentos sociais latino-americanos, produzindo uma crítica á ecologia da branquitude patriarcal. As analises documentais foram feitas a partir de materiais jornalísticos publicados na internet, em que elencamos as principais pautas e estratégias exibidas pelas mulheres nas marchas realizadas em 2019. A análise de conte ̇do foi levada de volta para os campos de estudo, com a participação em uma reunião de construção da Marcha das Margaridas e no Acampamento Terra Livre, em abril e maio de 2022. Nestes eventos foram elaboradas narrativas fotográficas a partir da investigação ação, o participante em marchas, rodas de conversa, grupos de trabalho, reuniões em salas, tendas e barracas, em volta da fogueira e embaixo do pé de jambo, palestras organizadas pelas mulheres e plenárias amplas, além das apresentações culturais com elementos artísticos presentes no corpo, nas bandeiras e nos atos. Estes campos e as produções artísticas resultantes, colocadas em diálogo com as unidades de conte ̇do, nos permitiram chegar até a categoria de análise: Gira. A categoria trata de um tecer circular, a Gira, que sai das comunidades, vai nas reuniões gerais nacionais, construir coletivamente em pequenos grupos e volta para a comunidades. Se retroalimentam nos Territórios e vão para as marchas, crescem, se fortalecem e voltam para as comunidades e movimentos locais, levando energia para a Gira seguir. Reuni. o de dados e poesia, imagens e narrativas de conflitos, interconectando informações que são a base da construção das marchas, da mobilização e da luta. Através de tais reflexões conseguimos mirar o entrelaçar do campo com a teoria, do sentipensar e de construir conhecimentos controcoloniais. Reconhecemos nas marchas conhecimentos que fundamentam os conceitos: Corpo- território; Re-existência; Confluência. Quereres e fazeres representados de formas estéticas e políticas, colocados em perspectiva com a Gira, ilustram a tese que afirma que as marchas das margaridas e das mulheres indígenas são fenômenos psicossociológicos. As mulheres em marcha trazem contribuições para os ecofeminismos com marcadores plurais relevantes, devido a sua implicação com a perspectiva ambiental, indissociável da luta pela terra e pela vida. As marchas vão ser interpretadas como processos comunitários que criam fluxo de re-existência com seus corpos-territórios em confluência. Quereres e fazeres ativos de formação, informação e debates sobre a garantia e resistência à destituição de direitos. |
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