Percepção da autoeficácia de professores de educação física frente à inclusão de alunos com deficiência

O presente estudo teve como objetivo investigar a percepção de autoeficácia de professores de Educação Física frente à inclusão de alunos com deficiência em suas aulas. A amostra foi selecionada por meio da amostragem não probabilística e intencional sendo composta por professores de Educação Física...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Tomaz, Luis Henrique Panata
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Repositorio:Repositório Institucional da Udesc
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.udesc.br:UDESC/22401
Acesso em linha:https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22401
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Autoeficácia
Docentes
Educação Física
Inclusão Escolar
Descrição
Resumo:O presente estudo teve como objetivo investigar a percepção de autoeficácia de professores de Educação Física frente à inclusão de alunos com deficiência em suas aulas. A amostra foi selecionada por meio da amostragem não probabilística e intencional sendo composta por professores de Educação Física da rede Municipal de São José - SC. Foi aplicado um questionário a 13 professores com perguntas sobre os dados sociodemográficos (sexo e idade), formação acadêmica e experiências profissionais. Além disso, foi aplicada a escala de autoeficácia docente (EAED) de Polydoro et al. (2004) adaptada ao contexto da inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (média, desvio-padrão e distribuição de frequências) e as perguntas abertas foram analisadas a partir da proposta de análise de conteúdo de Bardin (2011) e relacionadas com as questões quantitativas. Foi verificada média do total de pontos da EAED de 120,77 (15,2). Além disso a média de pontos na capacidade de inclusão foi 7,38 (1,0) e a média de pontos na segurança para inclusão foi 6,61 (1,7). Com relação às análises de correlações verificaram-se correlações positivas entre a percepção da capacidade de inclusão e a pontuação total da EAED (rho = 0,556; p = 0,048) e entre a capacidade de inclusão e as questões relacionadas à capacidade de criar boas questões para os alunos (rho = 0,587; p = 0,035), encorajar a criatividade (rho = 0,706; p = 0,007), responder a alunos desafiadores (rho = 0,805; p = 0,001), implementar estratégias alternativas (rho = 0,563; p = 0,045) e providenciar desafios apropriados para os alunos muito capazes (rho = 0,659; p = 0,014). Ademais, encontrou-se influência da formação continuada na pontuação das questões referentes à capacidade de motivar os alunos (p= 0,029) e fazer com que eles sigam as regras (p = 0,033). Os resultados quantitativos juntamente com os relatos dos participantes permitiram identificar, apesar de dificuldades no âmbito escolar e na formação profissional, uma alta autoeficácia docente dos professores participantes frente a inclusão de alunos com deficiência em suas aulas.