Paisagem, graça e sentimento do belo: Winckelmann, Chateaubriand e Girodet

O artigo trata das fronteiras incertas entre neoclássicos e românticos ao abordar paisagem, graça e sentimento do belo. Não pretende negar as rubricas, que até hoje fazem sentido, mas mostra o quanto muita coisa estava embaralhada. Se no plano da reflexão e da prática da arte da paisagem a separação...

Full description

Bibliographic Details
Author: Gomes Júnior, Guilherme Simões
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2014
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:ARS (São Paulo. Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/82834
Online Access:https://revistas.usp.br/ars/article/view/82834
Access Level:Open access
Keyword:Paisagem
Graça
Sentimento do belo
Neoclassicismo
Romantismo
Landscape
Grace
Feeling of the beautiful
Neoclassicism
Romanticism
Description
Summary:O artigo trata das fronteiras incertas entre neoclássicos e românticos ao abordar paisagem, graça e sentimento do belo. Não pretende negar as rubricas, que até hoje fazem sentido, mas mostra o quanto muita coisa estava embaralhada. Se no plano da reflexão e da prática da arte da paisagem a separação é nítida, no que diz respeito à graça e ao sentimento do belo, o historiador alemão Winckelmann, figura fundamental do cânone neoclássico, surpreende ao abrir a possibilidade de ruptura com a normatividade acadêmica, de caráter francamente objetivo, ao subordinar o belo a uma operação de caráter subjetivo, ao alcance de poucos, o que, em parte, justifica sua calorosa acolhida entre expoentes do romantismo, como Chateaubriand e Girodet.