Osmocondicionamento de sementes e seus efeitos na germinação e crescimento de mudas de Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.) sob estresse hídrico.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do priming na germinação e vigor de sementes sob estresse osmótico (estresses hídrico e salino) (Experimento I) e nas trocas gasosa e no crescimento de mudas de Mimosa caesalpiniifolia Benth sob déficit hídrico (Experimento II). O Experimento I, relativ...

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Detalhes bibliográficos
Autor: CAVALCANTE, Luciene Morais.
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:português
OAI Identifier:oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/41792
Acesso em linha:https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/41792
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Estresse abiótico
Osmocondicionamento de sementes
Sabiá - planta
Mimosa caesalpiniifolia Benth
Estresse hídrico
Germinação de sementes
Abiotic stress
Seed priming
Sabiá - plant
Water stress
Seed germination
Ciências Florestais
Descrição
Resumo:O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do priming na germinação e vigor de sementes sob estresse osmótico (estresses hídrico e salino) (Experimento I) e nas trocas gasosa e no crescimento de mudas de Mimosa caesalpiniifolia Benth sob déficit hídrico (Experimento II). O Experimento I, relativo ao estresse hídrico, foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), distribuído em um esquema fatorial 3×5, correspondendo aos tratamentos sem priming; e priming com PEG -1,0 MPa e KNO3 100 mM e cinco potenciais hídricos (0; -0,5; -1,0; -1,5; e -2,0 MPa) (obtidos com soluções de polietileno glicol 6000 PEG). O experimento de estresse salino consistiu de um fatorial 3x5, correspondendo aos tratamentos sem priming; e priming com PEG -1,0 MPa e KNO3 100 mM e cinco doses de NaCl (0; 50; 100; 150; 200 mM), e quatro repetições. Foram avaliados percentual de germinação, índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação (TMG). No Experimento II, conduzido em vaso em ambiente telado, os tratamentos foram distribuídos em DIC, esquema fatorial 3x3, correspondendo a três tratamentos de priming (sem priming; e priming com PEG -1,0 MPa; KNO3 100 mM) e três níveis de água (capacidade de vaso-cv) [80%cv (controle), 40%cv (estresse moderado) e 20%cv (estresse severo)], com quatro repetições. Foram avaliados: Teor relativo de água (TRA); taxa de transpiração (E); condutância estomática (gs); taxa de fotossíntese (A); Eficiência instantânea do uso da água (A/gs); altura das plantas; diâmetro do caule; massas secas da parte aérea (MSPA), do caule (MSC), das raízes (MSR), razão massa seca parte aérea/raiz (MSPA/MSR) e massa seca total. As sementes de sabiá mostraram-se sensíveis ao déficit hídrico e à salinidade, porém o priming aumentou o vigor das sementes e reduziu o TMG, independente do potencial hídrico e da salinidade impostos. O uso do priming com PEG favoreceu as trocas gasosas, MSR e massa seca total das mudas. Independentemente do nível de água imposto às mudas, o priming com PEG possibilitou a obtenção de mudas com maiores valores de altura, diâmetro do caule, MSPA e MSPA/MSR. Recomenda-se o uso do PEG como agente de priming químico das sementes para atenuar os efeitos do déficit hídrico em mudas de sabiá.