Brincadeiras e jogos indígenas na educação física escolar: uma análise a partir da perspectiva freiriana

Esta pesquisa é motivada pelas seguintes inquietações: De que maneira os povos indígenas e as relações com a construção de nossa sociedade são abordadas dentro das instituições escolares? Como abordar as brincadeiras e os jogos indígenas nas aulas de Educação Física de maneira crítica e decolonial?...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Gomes, Andressa Paola Rodrigues [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/257958
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/257958
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Educação
Educação física escolar
Decolonialidade
Pedagogia crítico-libertadora
Ensino Fundamental I
Brincadeiras e jogos indígenas
Indigenous games and play
School physical education
Decoloniality
Critical-liberating pedagogy
Elementary Education I
Descripción
Sumario:Esta pesquisa é motivada pelas seguintes inquietações: De que maneira os povos indígenas e as relações com a construção de nossa sociedade são abordadas dentro das instituições escolares? Como abordar as brincadeiras e os jogos indígenas nas aulas de Educação Física de maneira crítica e decolonial? A Educação Física, engajada nas propostas curriculares, deve assumir um caráter formativo, com ações didático-pedagógicas que possam contribuir para a construção de um/a aluno/a crítico/a e transformador/a da sociedade. Conforme a legislação, o ensino da cultura indígena está assegurado pela Lei n°. 11.645/08, porém, a maneira que está sendo implementada esta lei é que julgamos importante enfatizar. Devemos lançar um olhar crítico e questionador sobre as narrativas que ouvimos em relação à formação de nossa sociedade, percebendo o lugar dos povos indígenas neste processo, e identificar como a disciplina de Educação Física, de maneira responsável e crítica, pode contribuir trazendo estas questões para as aulas. Diante disso, a presente pesquisa analisou uma proposta pedagógica envolvendo as brincadeiras e os jogos indígenas na Educação Física escolar a partir da perspectiva freiriana com um olhar decolonial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, dividida em três etapas, sendo, no primeiro momento, a construção de uma proposta pedagógica para o 4o ano do Ensino Fundamental 1, envolvendo as brincadeiras e os jogos indígenas, buscando recriá-los à luz da perspectiva crítica e decolonial, apontando caminhos possíveis acerca dessas manifestações culturais. Na segunda etapa, aconteceu o desenvolvimento da proposta de trabalho em uma escola municipal do interior paulista. Na terceira etapa, foram analisados os instrumentos de coleta, diários de campo, questionários iniciais e finais, os caderninhos dos/as alunos/as e as entrevistas com as famílias. Os dados coletados foram analisados a partir do método de categoria de codificação, no qual os códigos destacados foram agrupados a partir dos princípios freirianos que emergiram das ações, dando origem a três categorias de análise: “A potência do diálogo nas relações educativas”, “Na busca por inéditos viáveis” e “Sistema Escolar: construir, reconstruir, constatar para mudar”. A primeira categoria trouxe o diálogo como princípio indispensável para a prática pedagógica horizontalizada, reconhecendo a importância da pronúncia dos/as alunos/as na busca por processos humanizados. Por meio do diálogo inserido nas ações educativas, foi possível identificar as situações-limite e discutir outras formas de ver os processos históricos que fazem parte da construção de nossa sociedade, problematizando questões que foram dadas como únicas e verdadeiras, permitindo outras visões dos fatos. Na sequência, para alcançar os inéditos viáveis, percebemos também a presença fundamental do diálogo nos processos educativos na busca por um deslocamento da consciência ingênua para a consciência crítica. E, por fim, discorremos sobre os interesses que rondam os sistemas escolares e a importância de se perceber como docente transformador para realizar um agir nas entrelinhas vislumbrando a formação de pessoas críticas que possam exercer o seu direito de “ser mais” através de um ensino libertador.