A construção do autobiográfico nas crônicas de Clarice Lispector no Jornal do Brasil

O objetivo deste estudo é analisar crônicas de teor autobiográfico publicadas por Clarice Lispector de 1967 a 1973 no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro. A elaboração de textos com caráter autobiográfico passa por algumas etapas de pessoalidade, a qual a autora buscava evitar em suas publicações; p...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Pinheiro, Amanda Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/182534
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/182534
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Clarice Lispector
Crônica
Autobiografia
Jornal do Brasil
Chronicles
Autobiography
Descripción
Sumario:O objetivo deste estudo é analisar crônicas de teor autobiográfico publicadas por Clarice Lispector de 1967 a 1973 no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro. A elaboração de textos com caráter autobiográfico passa por algumas etapas de pessoalidade, a qual a autora buscava evitar em suas publicações; por isso, a recuperação destas crônicas se faz necessária para entender parte importante de sua produção literária. Para tanto, procurou-se estabelecer um balanço de sua fortuna crítica e editorial, percorrendo suas publicações como romancista e contista e, assim, destacando as particularidades de seu trabalho como cronista. Buscou-se também o entendimento do gênero crônica e do modo como a autora, de modo distinto, se encaixa nele; também será apresentada uma breve visão do "Caderno B", no qual suas crônicas foram publicadas. Apesar de ser uma autora muito conhecida e estudada, sua carreira na imprensa ainda é pouco explorada na academia, o que torna importante o levantamento e análise destas publicações. Por fim, foram divididas as crônicas que adquirem um aspecto autobiográfico em três grupos que, com suas particularidades, apresentam como a autora se vê perante a vida e seus questionamentos. Assumiu-se, também, a hipótese de uma teatralidade em sua maneira de se expor, haja vista que a própria Lispector tinha receio de sua alta pessoalidade em suas publicações.