Genealogia e historicismo crítico: dois modelos de Esclarecimento nos escritos de Horkheimer e Adorno
Este artigo sustenta que dois conceitos distintos de Esclarecimento coexistem em tensão na Dialética do esclarecimento de Horkheimer e Adorno. De acordo com o primeiro conceito, genealógico, o Esclarecimento é uma forma confusa de autopreservação que existiu desde a aurora da civilização ocidental....
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Cadernos de Filosofia Alemã (Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/138840 |
| Acesso em linha: | https://revistas.usp.br/filosofiaalema/article/view/138840 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Enlightenment historicism Max Horkheimer Theodor Adorno Frankfurt School Esclarecimento historicismo Escola de Frankfurt |
| Resumo: | Este artigo sustenta que dois conceitos distintos de Esclarecimento coexistem em tensão na Dialética do esclarecimento de Horkheimer e Adorno. De acordo com o primeiro conceito, genealógico, o Esclarecimento é uma forma confusa de autopreservação que existiu desde a aurora da civilização ocidental. O segundo conceito, historicista crítico, concebe como Esclarecimento os ideais críticos e antiautoritários articulados – mais radicalmente na França do século XVIII – durante o irregular desenvolvimento da sociedade burguesa moderna. Depois de examinar as origens destes dois conceitos nos primeiros escritos de Adorno e Horkheimer, este artigo demonstra porque o primeiro conceito se tornou dominante na Dialética do esclarecimento, ao mesmo tempo apontando traços significativos do segundo conceito que ali permaneceram. Argumenta-se que uma reconsideração do conceito historicista crítico revela um modelo de Teoria Crítica inicial que ainda pode fornecer uma alternativa convincente não apenas para a Dialética do esclarecimento, mas também para as tentativas mais recentes de situar a Teoria Crítica em fundamentos normativos. |
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