Estado, mídia e criminalização do MST: um estudo a partir do caso de Pocinhos (PB).

A proposta dessa dissertação é estudar o processo de criminalização dos movimentos sociais, em especial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Fazemos este estudo a partir de um caso emblemático de criminalização do MST, ocorrido em primeiro de maio de 2009 no município de Pocinhos n...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ADISSI, Paula Oliveira.
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/1735
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/1735
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
MST
Reforma Agrária
Estado e Mídia
Criminalização do MST
Pocinhos - PB
Conflito no Campo
Criminalização dos Movimentos Sociais
Mídia e Movimentos Sociais
Pesquisa Participante
MST na Paraíba
Estado e Criminalização
Funcionalismo e Mídia
Sociologia Rural.
Descripción
Sumario:A proposta dessa dissertação é estudar o processo de criminalização dos movimentos sociais, em especial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Fazemos este estudo a partir de um caso emblemático de criminalização do MST, ocorrido em primeiro de maio de 2009 no município de Pocinhos no estado da Paraíba, no nordeste do Brasil. Analisamos que, neste, os sujeitos ativos dessa criminalização foram o Estado, com suas instituições coercitivas e punitivas; e a Mídia, através de uma criminalização ideológica. Investigamos este caso buscando conceituar a criminalização dos movimentos sociais, e estudar como se dão os elos que ligam proprietários de terra, promovedores de violência contra os integrantes do MST; o Estado; e a Mídia. Afirmamos que o processo de criminalização do MST e seus integrantes, no caso estudado, é “articulado” entre os latifundiários; as polícias; o Poder Judiciário; o Ministério Público; e a mídia local. Essas ações foram se complementando através da ideologia. Deste modo, defendemos a hipótese de que é pela ideologia que os discursos e as violências criminalizantes se homogenizam contra o MST. Realizamos este estudo utilizando, especialmente, de entrevistas, análise documental e pesquisa bibliográfica.