Glomerulosclerose segmentar e focal em adultos com apresentação nefrótica e não nefrótica: característica clínica, etiologia e histologia renal
Introdução e objetivo: A Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) é uma lesão histológica renal com diversas causas e patogenicidades resultando em lesão e depleção podócitaria. Sua etiologia passa pelas formas primárias, genéticas e secundárias. Apesar de compartilharem certas características cl...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-02022024-153528 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-02022024-153528/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Clinical evolution Comparação histológica Evolução clínica Glomerulosclerose segmentar e focal Glomerulosclerosis segmental and focal Histological analysis Nephrotic syndrome Non-nephrotic proteinuria Proteinúria não nefrótica Síndrome nefrótica |
| Resumo: | Introdução e objetivo: A Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) é uma lesão histológica renal com diversas causas e patogenicidades resultando em lesão e depleção podócitaria. Sua etiologia passa pelas formas primárias, genéticas e secundárias. Apesar de compartilharem certas características clínicas e histológicas, essas subclasses diferem notavelmente no manejo e em prognóstico. Classicamente espera-se que os pacientes que abram o quadro com síndrome nefrótica evoluam pior do ponto de vista renal do que aqueles com proteinúria sub-nefrótica, neste contexto este trabalho busca estabelecer as principais etiologias, características e evolução da doença renal nesses dois grupos. Material e métodos: Este é um estudo retrospectivo, em centro único, levantou 140 pacientes com diagnostico confirmado em biópsia de GESF, entre o período de 2009-2017. Os pacientes foram separados entre os que tinham síndrome nefrótica ao diagnóstico e os não-nefróticos, em seguida foram comparadas suas características clínicas, histológicas e evolução. Os pacientes não-nefróticos com evolução desfavorável, foram selecionados para análise ultra estrutural com microscopia eletrônica. Resultados: No período estudado, 67,1% apresentavam Síndrome Nefrótica ao diagnóstico. Foi um grupo que apresentou maior proporção da forma colapsante. A evolução para terapia de substituição renal ocorreu em 33,3% no grupo com Síndrome Nefrótica e 26,8% no grupo sem Síndrome Nefrótica, sem diferença estatística. Contudo, os pacientes com depósito de IgM+C3 ou C3 isoladamente tiveram pior desfecho renal. No que diz respeito a resposta ao tratamento imunossupressor, no grupo com Síndrome Nefrótica, houve mais evolução para diálise entre os que tiveram não resposta tiveram nenhum tipo de resposta a esse tratamento. Conclusão: Em conclusão, este estudo levantou um grande número de pacientes com diagnostico de GESF confirmados por biópsia renal, o que nos possibilitou estabelecer que no Brasil temos uma grande frequência de forma colapsante com desfecho renal ruim. Além de um pior prognóstico renal nos pacientes com imunofluorescência com depósitos de IgM+C3 ou C3 isolado e desfecho ruim em resposta parcial e não resposta ao tratamento imunossupressor |
|---|