Dissecando formas e tamanhos: a variabilidade de artefatos líticos formais do interior do estado de São Paulo através da morfometria
Esta pesquisa tem o propósito de estabelecer uma caracterização da variabilidade da forma e tamanho de artefatos líticos formais no interior do estado de São Paulo, região Sudeste do Brasil, e contribuir para uma melhor definição das indústrias líticas dos grupos caçadores-coletores outrora ocupante...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22042025-103036 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-22042025-103036/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | archaeology of Southeastern Brazil, prehistory of São Paulo State arqueologia do Sudeste brasileiro, pré-história do Estado de São Paulo artefatos líticos formais, transmissão cultural. geometric and traditional morphometrics lithic industries, formal lithic artefacts, cultural transmission. morfometria geométrica e tradicional, indústrias líticas |
| Resumo: | Esta pesquisa tem o propósito de estabelecer uma caracterização da variabilidade da forma e tamanho de artefatos líticos formais no interior do estado de São Paulo, região Sudeste do Brasil, e contribuir para uma melhor definição das indústrias líticas dos grupos caçadores-coletores outrora ocupantes do território paulista. Esse trabalho é feito por meio de uma abordagem morfométrica, com a aplicação de morfometria geométrica e morfometria tradicional a dados de forma e tamanho dos artefatos, de maneira a explorar possíveis diferenças ou semelhanças das características morfológicas de pontas bifaciais e artefatos unifaciais plano-convexos provenientes das diferentes regiões do estado de São Paulo. Assim, a pesquisa se divide em dois eixos de ação principais: (1) análise de coleções de artefatos líticos formais através da aplicação de morfometria geométrica e tradicional, e (2) interpretação dos dados à luz dos pressupostos da Teoria de Transmissão Cultural, a fim de que se obtenha uma melhor compreensão das características das indústrias líticas paulistas e das possíveis interações culturais entre os grupos humanos que se dispersaram pelo estado de São Paulo ao longo do Holoceno. Os resultados das análises morfométricas mostraram, em relação à forma das pontas, uma grande sobreposição de formas entre as regiões Norte (bacia do rio Grande), Centro (bacia do rio Tietê), Sul (bacia do rio Paranapanema) e Extremo Sul (bacia do rio Ribeira de Iguape) do Estado de São Paulo, sem a formação de grupos morfologicamente distintos na comparação entre regiões. Já em relação ao tamanho, foi observada a predominância de pontas maiores no Norte (bacia do rio Grande) e Centro (bacia do rio Tietê), e menores no Sul (bacia do rio Paranapanema), Extremo Sul (bacia do rio Ribeira de Iguape) e Extremo Leste (bacia do rio Paraíba do Sul). Os dados morfométricos dos artefatos plano-convexos mostraram uma ampla variedade de formas na comparação entre regiões, havendo uma coocorrência de formas em todas elas, mas também apontaram para algumas tendên- cias regionais, como a predominância de plano-convexos mais alongados na região Central (bacia do rio Tietê) e de plano-convexos mais curtos e largos na região Extremo Sul (bacia do rio Ribeira de Iguape). Quanto ao tamanho, as regiões Norte (bacia do rio Grande), Centro (bacia do rio Tietê) e Sul (bacia do rio Paranapanema) possuem plano- convexos de maiores dimensões, enquanto o Extremo Sul (bacia do rio Ribeira de Iguape) apresenta dimensões menores. A variação morfológica das pontas bifaciais e dos artefatos plano-convexos no interior do estado de São Paulo poderia indicar um processo de transmissão cultural relativamente fluido, com possíveis intercâmbios entre regiões vizinhas e ausência de padronização rígida das formas. A sobreposição de formas entre regiões sugere um fluxo contínuo de conhecimento, enquanto diferenças dimensionais podem refletir tradições regionais sustentadas por redes locais de transmissão. A recorrência de certas características morfológicas aponta para a perpetuação seletiva de elementos estilísticos, enquanto a singularidade de alguns contextos, como o Extremo Leste e o Extremo Sul, sugere possíveis diferenciações culturais ou influências ambientais na variabilidade observada. |
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