Sob a sombra de Paulo Honório: imagens do arquétipo masculino em S. Bernardo

O trabalho pretende, adotando uma perspectiva interdisciplinar, analisar a narrativa de S. Bernardo, de Graciliano Ramos, à luz dos conceitos aplicados pela psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Enveredando pelo enfoque psicológico, pretendemos ampliar o leque de possibilidades interpretativas d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Machado, Simone da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/6896
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6896
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Analytical psychology
Masculine archetype
Patriarchy
Graciliano Ramos
S. Bernardo
Arquétipo masculino
Psicologia analítica
Ramos, Graciliano, 1892-1953 - Crítica e interpretação
Ramos, Graciliano, 1892-1953. São Bernardo
Ramos, Graciliano, 1892-1953 - Personagens - Homens
Arquétipo (Psicologia) na literatura
Psicologia junguiana
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA
Descripción
Sumario:O trabalho pretende, adotando uma perspectiva interdisciplinar, analisar a narrativa de S. Bernardo, de Graciliano Ramos, à luz dos conceitos aplicados pela psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Enveredando pelo enfoque psicológico, pretendemos ampliar o leque de possibilidades interpretativas da obra do escritor alagoano sem, contudo, abster-se da extensa fortuna crítica produzida em outras áreas do conhecimento. O fio condutor deste estudo é a investigação das imagens do arquétipo masculino manifestas na obra, em suas personagens modelares e na cultura patriarcal do interior nordestino na década de 30. A análise busca, também, refletir sobre as interações dessa imagem de masculino com o feminino, tendo como ênfase a relação entre o protagonista, Paulo Honório, e sua esposa, Madalena. Como elemento de reflexão, percebe-se o fracasso e a inviabilidade deste modo de funcionamento masculino que se opõe a tudo o que concerne o feminino, a quem silencia e subjuga. Revela-se também destrutivo ao próprio homem, inibindo-o de expressar sua individualidade e singularidade e impossibilitando-o de qualquer percepção de totalidade e completude.