Aspectos semióticos em São Bernardo

Considerada a obra-prima de Graciliano Ramos, São Bernardo traz em seu texto uma gama de aspectos simbólicos que representam a dicotomia da sociedade agrária brasileira dos dois períodos republicanos do início do século XX – a República Velha com sua política do café-com-leite e a República Nova pós...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bastos, Francisco Glauco Gomes
Tipo de recurso: capítulo de libro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/2118
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/2118
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Semiótica
Ramos, Graciliano, 1892-1953 - S. Bernardo - Análise semiótica
Ramos, Graciliano, 1892-1953 - S. Bernardo - Crítica e interpretação
Ramos, Graciliano, 1892-1953 - Análise do discurso
Descripción
Sumario:Considerada a obra-prima de Graciliano Ramos, São Bernardo traz em seu texto uma gama de aspectos simbólicos que representam a dicotomia da sociedade agrária brasileira dos dois períodos republicanos do início do século XX – a República Velha com sua política do café-com-leite e a República Nova pós-Revolução de 30, Getulista e voltada para a modernização da agricultura – personificados, principalmente, nas figuras de Mendonça e Paulo Honório, respectivamente. Tal personificação não ocorre por acaso. Segundo o mais importante dos fundadores da moderna semiótica geral, Charles Sanders Peirce, “o fato de que toda idéia é um signo junto ao fato de que a vida é uma série de idéias prova que o homem é um signo” (NÖTH, Panorama da Semiótica, 2005, p.61). Nesse sentido podemos afirmar que, dentro da sociedade agrária nordestina, Mendonça representa a decadência dos grandes senhores de engenho que exerciam o poder patriarcal, dominando não só a região em que se encontravam, mas também todos que o rodeavam. Sua palavra deveria ser em todas as situações a palavra final e, quando contrariados ou desobedecidos, a resposta sempre era veemente. (...)