A marcação de pluralidade no SN na fala e na escrita de adolescentes da região de São José do Rio Preto

A sílaba átona em final de palavra é a posição mais sujeita à perda de segmentos consonantais no Português do Brasil, afetando tanto palavras monomorfêmicas quanto bimorfêmicas. No caso das últimas, essa perda ocasiona a não-concordância entre todos os elementos do sintagma nominal, contrariando, as...

Full description

Bibliographic Details
Author: Fiamengui, Ana Helena Rufo [UNESP]
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2011
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repository:Repositório Institucional da UNESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/86571
Online Access:http://hdl.handle.net/11449/86571
Access Level:Open access
Keyword:Linguística
Gramatica comparada e geral - Sintaxe
Funcionalismo (Linguística)
Sintaxe
Nominal agreement
Plural variation
Oral modality
Written modality
Description
Summary:A sílaba átona em final de palavra é a posição mais sujeita à perda de segmentos consonantais no Português do Brasil, afetando tanto palavras monomorfêmicas quanto bimorfêmicas. No caso das últimas, essa perda ocasiona a não-concordância entre todos os elementos do sintagma nominal, contrariando, assim, as normas prescritas pela gramática. Ainda que fatores fonéticos de natureza articulatória contribuam para a perda de marcas explícitas de pluralidade, a queda dessas marcas está certamente sujeita a outros fatores internos ao sistema e também externos (fatores sociais e situacionais). A esse respeito, já foi documentado (SCHERRE, 1988; SCHERRE e NARO, 1993, 1998), principalmente em relação à oralidade, que a marcação de pluralidade no sintagma nominal representa uma regra variável em diversos dialetos do território nacional. A partir disso, o presente estudo submete dados de marcação variável de plural no sintagma nominal a um tratamento variacionista, de base quantitativa. Os dados de análise foram obtidos a partir de subamostras de dois córpus, um representativo de língua escrita e um representativo de língua falada, compostos por informantes de idades e níveis de escolaridade equivalentes, coletados na região de São José do Rio Preto. O trabalho procura examinar se as modalidades escrita e falada apontam para comportamentos diversos em relação à marcação de pluralidade e se os fatores linguísticos e sociais que a condicionam são distintos para cada uma delas. A análise geral dos resultados mostra que os fatores extralinguísticos “modalidade”, “gênero” e “idade” são selecionados para as duas perspectivas – atomística e não-atomística e para ambas as modalidades – fala e escrita. Já o fator linguístico “posição linear e classe gramatical” é relevante, na perspectiva atomística, para ambas as modalidades...