A culinária como patrimônio cultural e elemento constitutivo da identidade quilombola no cafundá de Astrogilda

Esta pesquisa analisa como o sistema agroalimentar da comunidade remanescente de quilombo Cafundá Astrogilda, localizada no Parque Estadual da Pedra Branca (Vargem Grande Rio de Janeiro), se relaciona com a formatação e exposição de sua identidade quilombola em comemorações públicas. A comunidade fo...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Rafaela Paula da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/13604
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13604
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Quilombola cooking
Cultural heritage
Identity and Speech
Culinária quilombola
Patrimônio cultural
Identidade e Discurso
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Descripción
Sumario:Esta pesquisa analisa como o sistema agroalimentar da comunidade remanescente de quilombo Cafundá Astrogilda, localizada no Parque Estadual da Pedra Branca (Vargem Grande Rio de Janeiro), se relaciona com a formatação e exposição de sua identidade quilombola em comemorações públicas. A comunidade foi certificada pela Fundação Cultural Palmares (FCP) em agosto de 2014 e, desde então, passou por uma série de processos de valoração e ressignificação de aspectos da cultura campesina local. Entre os quais, a culinária, transmitida geracionalmente e constituída por uma série de receitas e formas de fazer comida específicas, ganhou notoriedade. Algumas receitas passaram a ser expostas em comemorações públicas como um aspecto da materialidade identitária, por meio disto evidenciavam sua relação de longa data com o território, os alimentos cultivados e seu preparo para o consumo. Nesse contexto a categoria patrimônio cultural nos serviu para problematizar estes processos de colecionismo alimentar, ressignificação dos alimentos e dos cultivos locais e sua publicização. A comunidade dialoga com uma série de mediadores, instituições, parceiros e movimentos sociais, o que possibilita que esta construção identitária tenha um caráter próprio, no qual diferentes referências, visões políticas, ações e propostas se entrelaçam.