A força do artesanato: etnicização de objetos e política de valor no quilombo Campinho da Independência (Paraty/RJ)

Esta dissertação é resultado de um trabalho de campo etnográfico realizado com artesãs e artesãos do quilombo Campinho da Independência localizado em Paraty/RJ. Acompanhar as rotas e desvios dos objetos nos permite analisá-los em fluxo e entender que seus significados são dinâmicos. O modo pelo qual...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Vidal, Leonardo da Silva
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositório:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/34141
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/34141
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Antropologia dos Objetos
Quilombos
Artesanato
Etnicidade
Campinho da Independência
Quilombo
Anthropology of Objects
Handicrafts
Ethnicity
Descrição
Resumo:Esta dissertação é resultado de um trabalho de campo etnográfico realizado com artesãs e artesãos do quilombo Campinho da Independência localizado em Paraty/RJ. Acompanhar as rotas e desvios dos objetos nos permite analisá-los em fluxo e entender que seus significados são dinâmicos. O modo pelo qual o processo de etnicização dos objetos ocorre no quilombo do Campinho evidencia uma mudança em relação ao seu valor na medida em que são mobilizados no processo de afirmação étnica. O objetivo desta pesquisa, portanto, é descrever e analisar o processo pelo qual os artesanatos constituem-se como elementos essenciais na afirmação étnica do grupo, tomando como ponto de referência o processo de surgimento das casas de artesanato e autores fundamentais como Arjun Appadurai, Daniel Miller e Fredrik Barth. Por meio dos objetos é possível compreender o processo singular de significações e agenciamento dos sujeitos a partir de suas relações sociais que, em um contexto mais amplo, remete ao próprio processo de constituição e constante mudança da própria comunidade. A força do artesanato, portanto, remete ao papel fundamental dos objetos em evocar a etnicidade e suas complexidades.