Análise sobre a aprendizagem dos empreendedores sociais brasileiros : uma pesquisa à luz da Experiental Learning Theory

Os empreendedores sociais são protagonistas na abordagem de problemas sociais no Brasil. Contudo, mesmo com esse destaque, pouco ainda se sabe sobre as particularidades desses profissionais. A aprendizagem desses indivíduos é um dos assuntos que carecem da atenção dos acadêmicos. Desse modo, uma das...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Mattos, Guilherme
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/171362
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/171362
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Empreendedorismo social
Aprendizagem
Social entrepreneurship
Learning styles
Experiential Learning Theory
Kolb
Social entrepreneur
Descrição
Resumo:Os empreendedores sociais são protagonistas na abordagem de problemas sociais no Brasil. Contudo, mesmo com esse destaque, pouco ainda se sabe sobre as particularidades desses profissionais. A aprendizagem desses indivíduos é um dos assuntos que carecem da atenção dos acadêmicos. Desse modo, uma das teorias que oportuniza análises a respeito da aprendizagem desses indivíduos é a Experiential Learning Theory (ELT) de Kolb (1984), que relata que a aprendizagem é o processo de criação de conhecimentos a partir da transformação das experiências do indivíduo. Um dos subprodutos da ELT é o conceito dos estilos de aprendizagem: traços pessoais que servem como indicadores de como os indivíduos percebem, interagem e respondem aos ambientes de aprendizagem. Para Alonso et al. (1997), existem quatro diferentes tipos de estilos de aprendizagem: o pragmático, o teórico, o ativo e o reflexivo. Assim, os autores elaboraram o instrumento Cuestionario Honey y Alonso sobre Estilos de Aprendizaje (CHAEA) para verificarem os estilos de aprendizagem dos indivíduos e realizarem análises relativas ao assunto. Dessa forma, a presente pesquisa se propôs a analisar a aprendizagem dos empreendedores sociais brasileiros à luz da Experiential Learning Theory, utilizando, para isso, o instrumento CHAEA. Primeiramente, os 90 empreendedores sociais brasileiros pesquisados tiveram seus estilos de aprendizagem verificados e os resultados foram analisados por meio de análises estatísticas univariadas e bivariadas. Assim, foi constatado que o estilo pragmático, o estilo teórico, o estilo ativo e o estilo reflexivo somam, respectivamente, 36,7%, 31,1%, 24,4%, e 7,8% da preferência geral dos pesquisados. Num segundo momento, particularidades e tendências relativas à aprendizagem desses indivíduos foram discutidas, e hipóteses foram produzidas. Essas hipóteses oferecem margem para o desenvolvimento de novos estudos relacionados ao tema. É indicado que as futuras pesquisas procurem trabalhar com amostras mais numerosas e com outros tipos de análises estatísticas. À parte das descobertas em relação à aprendizagem dos pesquisados e das hipóteses desenvolvidas, esta pesquisa também teve outro desdobramento relacionado ao estudo do empreendedorismo social no Brasil: o delineamento do perfil do empreendedor social brasileiro. Foi encontrado que esse indivíduo se caracteriza, majoritariamente, por ser identificado com o gênero masculino, ser jovem, declarar-se da raça ou cor branca, possuir alto grau de escolaridade e estar envolvido há pouco tempo com iniciativas sociais. O perfil constatado corrobora o perfil encontrado por outros autores e traz maior solidez para a discussão do tema. De forma geral, esta pesquisa colaborou para o avanço das pesquisas relativas ao empreendedorismo social e à aprendizagem experiencial no Brasil. Também foi viabilizada para os empreendedores sociais brasileiros participantes a oportunidade de verificarem seus estilos de aprendizagem e, assim, entenderem melhor suas próprias particularidades quanto à aprendizagem. Por último, destaca-se a contribuição para com instituições voltadas à educação, que por meio dos resultados desta pesquisa poderão aprimorar seus cursos direcionados aos empreendedores sociais.