A transição agroecológica em rizipiscicultura : o caso do assentamento 25 de novembro, Capão do Leão, RS.

A rizipiscicultura, baseada nos princípios da agroecologia, combina o cultivo de arroz irrigado e a criação de peixes, sem o uso de agrotóxico. Apresenta dois calendários, o simultâneo, que cultiva arroz e cria peixes juntos e o alternado, que os intercala. De forma participativa, construiu-se um ex...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Miguens, Fábio Piraine
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/4929
Acceso en línea:http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4929
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA
Agronomia
Rizipiscicultura
Agroecologia
Piscicultura
Arroz irrigado
Rice-fish growing
Agroecological
Aquacultural
Rice irrigate
Descripción
Sumario:A rizipiscicultura, baseada nos princípios da agroecologia, combina o cultivo de arroz irrigado e a criação de peixes, sem o uso de agrotóxico. Apresenta dois calendários, o simultâneo, que cultiva arroz e cria peixes juntos e o alternado, que os intercala. De forma participativa, construiu-se um experimento de referência para transição agroecológica do agroecossistema arroz irrigado para produzir arroz e peixes em benefício da alimentação de melhor qualidade dos agricultores do Programa de Reforma Agrária. Em 2004/2005 realizou-se o ensaio preliminar e em 2005/2006 o experimento de pesquisa. Utilizou-se 0,5 ha de um lote do Assentamento 25 de novembro, localizado na estrada da Palma, próximo ao CPATB - Embrapa / Capão do Leão / RS. Construiu-se 16 unidades experimentais, cada uma com 8,5m x 22,5m (191,25m2), compostas de refúgio com 2,5m x 8,5m x 0,7m (14,87m3), irrigação e drenagem controlada. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado com quatro tratamentos e quatro repetições, como segue: T1 (testemunha) = somente arroz irrigado (cultivar Firmeza), T2(7020) = arroz irrigado + 70% Carpa Húngara + 20% Carpa Capim + 5% Carpa Cabeça Grande + 5% Carpa Prateada; T3(4545) = arroz irrigado + 45% Carpa Húngara + 45% Carpa Capim + 5% Carpa Cabeça Grande + 5% Carpa Prateada e T4(2070) = arroz irrigado + 20% Carpa Húngara + 70% Carpa Capim + 5% Carpa Cabeça Grande + 5% Carpa Prateada. As varáveis respostas de produção de arroz, produção de peixes, fertilidade de solo e qualidade de água foram submetidas à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Duncan (p<0,05), através do programa SANEST. No ensaio, observaram-se vazamentos de água nas taipas, violenta predação de peixes pelas lontras (Lutra longicaudis) e produções máximas de 5.000 kg. ha -1 de arroz. Observou-se drástica redução na produção de arroz irrigado, que não ultrapassou 2.720 kg. ha -1 no T2(7020), em decorrência da falta de adubação orgânica, da falta de perfilhamento e do estiolamento das plantas promovido pelo banho precoce, pela falta de circulação de água das unidades experimentais e pela realização tardia das adubações nitrogenadas, em todos os tratamentos. Os parâmetros de qualidade de água apresentaram-se satisfatórios para criação de carpas, enquanto que os melhores resultados de ganho de peso foram obtidos em 118 dias de criação no T3(4545) com 53,99g seguido do T4(2070) com 52,77g. Ao final do experimento, concluiu-se que a hipótese desta pesquisa não se corroborou, pois a família de agricultores assentados não deu continuidade ao sistema de produção instalado.