Autonomia privada coletiva no Brasil : uma reforma necessária
O presente trabalho visa a avaliar os limites ao exercício da autonomia privada coletiva no sistema brasileiro de relações de trabalho com especial enfoque às restrições decorrentes da relação hierárquica entre lei e normas negociadas e propor as mudanças necessárias para reforçar a negociação colet...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03092025-145633 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-03092025-145633/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Autonomia privada coletiva autonomous sources and heteronomous sources Collective bargaining Collective labor law Collective private autonomy Direito coletivo do trabalho Flexibilização Fontes autônomas e fontes heterônomas Hierarchy between labor sources Hierarquia entre fontes trabalhistas Labor relations system Liberdade sindical Negociação coletiva Reforma sindical Representação no local de trabalho Representation at the workplace Sistema de relações de trabalho To render flexible Union freedom Union reform |
| Resumo: | O presente trabalho visa a avaliar os limites ao exercício da autonomia privada coletiva no sistema brasileiro de relações de trabalho com especial enfoque às restrições decorrentes da relação hierárquica entre lei e normas negociadas e propor as mudanças necessárias para reforçar a negociação coletiva como método mais eficaz de resolução de conflitos e adaptação das normas trabalhistas a sistemas produtivos variáveis e diferentes ciclos econômicos. Para a pesquisa, analisou-se a evolução da negociação coletiva no sistema brasileiro, confirmando a sua importância como método de normatização de relações de trabalho. Contudo, também se analisou que as limitações estruturais do sistema brasileiro de relações coletivas trazem obstáculos ao aprimoramento do exercício da autonomia privada coletiva. O modelo brasileiro não garante a plena liberdade de organização sindical e negociação coletiva em âmbitos diversos e não incentiva a negociação voltada aos locais de trabalho. A ausência de critérios de representatividade e a outorga de representação automática por lei ao sindicato único também geram uma percepção negativa sobre a legitimidade das negociações coletivas. Todo esse cenário contribui para uma jurisprudência vacilante, analisada na presente pesquisa, sobre os limites da autonomia privada coletiva em nosso sistema, havendo grande divergência de posicionamentos ao longo do tempo e entre temas diversos, acarretando insegurança jurídica aos atores sociais e desprestígio da negociação coletiva como método eficaz de solução de conflitos. Essa situação reforça a necessidade de revisão do modelo de contratação coletiva no Brasil. Foram analisadas experiências vivenciadas nos últimos anos em países europeus como Itália, França, Portugal e Espanha para extrair suas experiências. Todos os países estudados, a partir da base da liberdade sindical e negocial, vêm realizando reformas para relativizar a hierarquia entre fontes autônomas e heterônomas e a aplicação do princípio da norma mais favorável e reforçar a autonomia privada coletiva voltada aos locais de trabalho, como método mais eficaz de adaptação das normas trabalhistas às diferentes realidades produtivas. Para propor as reformas necessárias foram analisados alguns projetos de lei já apresentados no Brasil sugerindo-se, ao final, mudanças necessárias para reforçar a autonomia privada coletiva em nosso sistema e garantir sua efetividade como mecanismo viável de solução de conflitos. |
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