REFÚGIO, NATALIDADE E RESPONSABILIDADE EM HANNAH ARENDT

O presente ensaio tem como objetivo abordar o problema atual dos refugiados à luz dos conceitos de natalidade e hospitalidade, tais como expostos por Hannah Arendt e Immanuel Kant, respectivamente. Buscar-se-á demonstrar a correlação entre a condição humana da natalidade, que enceta o discurso e a a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Paulsen, Carolina
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
Repositorio:Sapere Aude (Belo Horizonte. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.pucminas.br:article/31194
Acceso en línea:https://periodicos.pucminas.br/SapereAude/article/view/31194
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Natalidade
Discurso
Ação
Hospitalidade
Refugiados
Descripción
Sumario:O presente ensaio tem como objetivo abordar o problema atual dos refugiados à luz dos conceitos de natalidade e hospitalidade, tais como expostos por Hannah Arendt e Immanuel Kant, respectivamente. Buscar-se-á demonstrar a correlação entre a condição humana da natalidade, que enceta o discurso e a ação enquanto apanágios da existência humana, e os direitos humanos, de modo que a perda da capacidade de ação em meio a uma comunidade política significa a perda desses direitos. O princípio da hospitalidade, tal qual exposto por Kant na Paz Perpétua, surge como o meio de garantir a manutenção da dignidade humana em situações de perda da nacionalidade ou da cidadania. Como consectário da natalidade, surgem os conceitos de responsabilidade política e pensamento ampliado. A responsabilidade política demanda o uso da ação e do discurso como meios para preparar o planeta para as gerações futuras, garantindo que todos possam existir à vontade na Terra. Por fim, buscar-se-á argumentar que a instituição de uma garantia supranacional do princípio da hospitalidade é necessária para evitar a perda de direitos descrita por Arendt em Origens do Totalitarismo, perda que acomete os refugiados até os dias de hoje.