Estudo da ocorrência de leishmaniose visceral no município de Crateús – CE

O município de Crateús, situado na região oeste do estado do Ceará, Brasil apresenta elevado número de casos de Leishmaniose Visceral (LV). A LV é causada pelo protozoário Leishmania infantum chagasi, que infecta o homem e outros mamíferos. O ciclo de vida deste protozoário inclui um hospedeiro inve...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Silva, Antonio Adailson de Sousa; Universidade Estadual do Ceará, Dantas, Marcelo Campelo; Universidade Estadual do Ceará, Ribeiro, Wesley Lyeverton Correia; Universidade Estadual do Ceará
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Revista brasileira de higiene e sanidade animal
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.higieneanimal.ufc.br:article/93
Acesso em linha:http://www.higieneanimal.ufc.br/seer/index.php/higieneanimal/article/view/93
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:leishmania infantum chagasi. leishmaniose. Crateús-CE
Descrição
Resumo:O município de Crateús, situado na região oeste do estado do Ceará, Brasil apresenta elevado número de casos de Leishmaniose Visceral (LV). A LV é causada pelo protozoário Leishmania infantum chagasi, que infecta o homem e outros mamíferos. O ciclo de vida deste protozoário inclui um hospedeiro invertebrado, o flebotomíneo (Diptera: psycodidae), considerado o principal vetor da L. infantum chagasi no Brasil. A LV tem distribuição em todas as regiões do mundo, estando ausente apenas na Antártida. No Brasil, são registrados aproximadamente 3.000 novos casos de leishmaniose por ano, no qual a região Nordeste apresenta 77% desses. No estado do Ceará, a LV atualmente se encontra em processo de extensão em magnitude e geografia. Este trabalho consistiu na análise da ocorrência da LV, como distribuição geográfica, faixa etária e sazonalidade no município de Crateús. No período de 2003 a 2013 foram notificados setenta e sete casos de LV, com prevalência de 81,82% dos mesmos na zona urbana, sendo uma média de sete casos por ano. Verificou-se um aumento no número de casos desta doença no município de Crateús até 2006, ano que registrou a maior incidência (21,97 casos por 100.000 habitantes). Nos três anos seguintes, manteve-se uma média de dez casos anuais e a partir de 2010 ocorreu uma redução significativa, com média de 2,5 casos por ano, sendo registrados um, quatro, três e dois casos de LV nos anos de 2010, 2011 e 2013 respectivamente. Diante destes achados, percebe-se a necessidade de novos estudos sobre a fauna flebotomínea desta cidade, considerando o período e os fatores climáticos e aprimorar as informações referentes à sazonalidade para que se possa reforçar as estratégias de controle da LV.