Fatores de risco para incidência e persistência de transtornos internalizantes: estudo longitudinal da infância ao início da vida adulta
Introdução: Transtornos internalizantes são condições de saúde mental comuns, angustiantes e incapacitantes ao longo do tempo. Estudos longitudinais prospectivos têm demonstrado a associação de vários fatores com problemas internalizantes. No entanto, poucos desses estudos investigaram os múltiplos...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/72055 |
| Acesso em linha: | https://hdl.handle.net/11600/72055 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Fatores de risco Saúde mental Transtornos depressivos Transtornos ansiosos Estudos longitudinais Psicopatologia |
| Resumo: | Introdução: Transtornos internalizantes são condições de saúde mental comuns, angustiantes e incapacitantes ao longo do tempo. Estudos longitudinais prospectivos têm demonstrado a associação de vários fatores com problemas internalizantes. No entanto, poucos desses estudos investigaram os múltiplos preditores e suas contribuições relativas na distinção das trajetórias de curso e na influência da persistência desses transtornos em coortes não clínicas. Objetivos: Descrever o curso dos transtornos internalizantes em uma amostra comunitária de crianças e adolescentes e investigar quais fatores de risco estão associados à incidência e persistência desses transtornos. Métodos: Este estudo é parte de um grande estudo prospectivo de base comunitária, o Estudo de Coorte de Alto Risco Brasileiro para Condições Mentais. A maioria dos participantes não atenderam aos critérios para um transtorno internalizante na linha de base (n=1.438; 74,2%). Por outro lado, dos participantes que preenchiam os critérios para um transtorno internalizante na linha de base (n=309; 13,8%), foram formados dois grupos: o grupo remitente (n=199; 64,4%) e o grupo persistente (n=110; 35,6%). Os diagnósticos do DSM-IV foram determinados por psiquiatras clínicos usando uma entrevista estruturada (Development and Well-Being Assessment, DAWBA). O transtorno mental parental foi avaliado pelo MINI (Mini International Neuropsychiatric Interview). A psicopatologia dimensional foi avaliada usando o Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), tanto o relato dos pais quanto pelos próprios participantes. Modelos de regressão logística foram usados para analisar associações entre variáveis de linha de base e as trajetórias de curso. Resultados: Sexo feminino, transtornos internalizantes nos pais e gravidade dos sintomas, particularmente os auto-relatados, foram associados tanto com as trajetórias incidentes quanto persistentes de transtornos internalizantes durante a adolescência. Níveis mais elevados de maus-tratos durante a infância foram relacionados apenas com a incidência dessas condições. Conclusão: Sexo feminino, status de saúde mental dos pais e gravidade dos sintomas, particularmente auto-relatados pela criança, estão associados tanto com as trajetórias incidentes quanto persistentes de transtornos internalizantes em jovens. Esses achados podem promover estratégias de intervenção precoce visando grupos específicos com maior risco para trajetórias mais deletérias. |
|---|