O Largo é Vivo: perspectivas do espaço público na cidade de Porto Alegre

A cidade de Porto Alegre atualmente vive um momento de agitação política. Muitas passeatas e manifestações acontecem nesse momento. Em meio a todas essas manifestações um personagem começa a se destacar dentre os que desses movimentos participam de forma mais ativa: os espaços públicos. Isso porque...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SILVA, Rosiéle Melgarejo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB)
Repositorio:Boletim Gaúcho de Geografia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/42282
Acceso en línea:https://seer.ufrgs.br/index.php/bgg/article/view/42282
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:espaços públicos
largos
Porto Alegre
Descripción
Sumario:A cidade de Porto Alegre atualmente vive um momento de agitação política. Muitas passeatas e manifestações acontecem nesse momento. Em meio a todas essas manifestações um personagem começa a se destacar dentre os que desses movimentos participam de forma mais ativa: os espaços públicos. Isso porque determinados espaços se tornaram marca dessas manifestações, como lugares de fuga no enfrentamento, de reunião, encontro ou de manifestação. Esses espaços são os largos na cidade de Porto Alegre. Esses espaços também são preferência para artistas independentes, religiosos e pequenos comerciantes. Mas seriam esses largos dotados de alguma qualidade que funciona como abrigo para esses grupos? Assim, o objetivo desse artigo é refletir sobre o papel que os largos possuem frente a outros espaços públicos da cidade de Porto Alegre, levando em conta as apropriações coletivas que ocorrem neles. Essa reflexão faz parte de um trabalho de tese de doutorado que se encontra em desenvolvimento. Até o momento a pesquisa aponta para um conjunto de singularidades próprias desses espaços que fazem deles diferenciados do resto do universo dos espaços públicos. O método é o dialético e pretende decompor algumas possibilidades de pensar os largos das cidades como espaços, mesmo que abandonados pelo poder público, cheio de possibilidades construídas por quem os ocupa.