Escritas de mulheres quilombolas : palavras germinantes em cartas mocambeiras, redigidas por lideranças femininas do Quilombo da Mocambo, Porto Alegre (RS)
Essa dissertação de Acadêmico em Educação tem por finalidade analisar as palavras germinantes na escrita das lideranças femininas do QUILOMBO da MOCAMBO, comunidade da área central de Porto Alegre (RS). O estudo problematiza a forma como essas mulheres, de diferentes idades, movimentam os usos e os...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282259 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/282259 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Ancestralidade Quilombo Mulher negra Porto Alegre (RS) Ancestry Mocambo Surroundings Black women |
| Resumo: | Essa dissertação de Acadêmico em Educação tem por finalidade analisar as palavras germinantes na escrita das lideranças femininas do QUILOMBO da MOCAMBO, comunidade da área central de Porto Alegre (RS). O estudo problematiza a forma como essas mulheres, de diferentes idades, movimentam os usos e os sentidos de palavras que estão presentes no registro da comunidade, a saber: MOCAMBO e Arredores. Busca-se entender, a partir das palavras escolhidas, de que forma as lutas cotidianas em diferentes espaços são afetadas pelos saberes e práticas germinados no seu território e, segundo Antônio Bispo dos Santos, também conhecido por Nego Bispo (2015, 2022), nomeados como saberes orgânicos. A metodologia utilizada conta com técnicas criadas para a pesquisa e possuem caráter qualitativo e inventivo, selecionando-se as cartas mocambeiras e a roda de conversa como estratégias centrais, seguidas de análise documental da Ata de Fundação e da Ata de Autodeclaração do QUILOMBO. As escolhas teóricas para a produção analítica foram pautadas nas singularidades presentes na escrita das mulheres, rompendo o escritocentrismo acadêmico, conforme Grosfoguel (2016), valorizando a identidade quilombola, segundo Abdias Nascimento (2018), Beatriz Nascimento (2018, 2021) e o devir quilomba, por Mariléa de Almeida (2022). Evidenciam-se elementos em comum nas três mulheres participantes da pesquisa, notadamente: comunitarismo, memória e ancestralidade. Os elementos acima mencionados foram mobilizados em diferentes expressões singulares como afeto, assertividade e aprendizagem, compartilhadas no QUILOMBO e presentes em diversos momentos dos seus cotidianos, inclusive nestas escritas. Finalmente, destaca-se que apesar das idades e modos de ser diferentes, todas as lideranças foram guiadas pelo elo da ancestralidade, cultivado no fio invisível da memória que une cada uma delas. |
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