Quando vamos embora? A experiência da maternidade prematura no ambiente familiar
A maternidade e seu lugar na sociedade passaram por transformações significativas ao longo da história que estão ligadas às transformações no papel da mulher na sociedade. Desse modo, a maternidade tem sido objeto de estudos de diversos campos científicos, principalmente dentro da psicologia, com im...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/252353 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/252353 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Prematuros Maternidade Psicanálise Winnicott, D. W. (Donald Woolds), 1896-1971 Prematurity Motherhood Psychoanalysis Family |
| Sumario: | A maternidade e seu lugar na sociedade passaram por transformações significativas ao longo da história que estão ligadas às transformações no papel da mulher na sociedade. Desse modo, a maternidade tem sido objeto de estudos de diversos campos científicos, principalmente dentro da psicologia, com importante contribuição da Psicanálise. Os estudos sobre maternidade e prematuridade apontam que o nascimento de um prematuro tem grande impacto no processo de adaptação mãe/bebê, sendo importante compreender a experiência de maternagem nesse campo maternidade-prematuridade-família, uma vez que tornar-se mãe de um bebê prematuro é uma experiência que atravessa as mulheres diretamente no exercício de sua maternagem. Esta pesquisa objetivou compreender a experiência da maternidade de mães de filhos prematuros, e como se organiza a vida familiar no retorno para casa, após o período de internação que sucedeu ao nascimento. A pesquisa delineou-se como uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva, que teve a entrevista semidirigida como instrumento de coleta de dados. Foram entrevistadas cinco mulheres, entre 27 e 42 anos, que se tornaram mães de bebês prematuros, que haviam passado pela experiência do retorno para a casa com seus bebês, e seus filhos se encontravam na idade entre 07 e 09 anos. As entrevistas foram realizadas de forma individual e foram seguidos todos os critérios éticos. As questões que nortearam as entrevistas focalizaram a experiência da maternidade prematura e do retorno para casa após a alta hospitalar. As entrevistas foram transcritas e analisadas à luz das discussões sobre a maternidade e do referencial teórico da Psicanálise, em especial a teoria de Donald W. Winnicott. Para análise do material das entrevistas, utilizamos a análise de conteúdo temática. Os resultados evidenciaram o sofrimento vivenciado pelas mães diante da prematuridade de seus filhos, e suas repercussões na construção do vínculo com o bebê, além das repercussões em sua saúde mental. Observamos também que o sofrimento apresentado pelas mães não está atrelado somente à vivência da prematuridade, mas também a uma ruptura com o ideal social sobre a maternidade, apontando para a necessidade de reflexão e de transformação do olhar para a maternidade, em que ela possa ser reconhecida como experiência plural. |
|---|