| Sumario: | A disparidade salarial entre homens e mulheres é clara, bem como a invisibilidade das atividades econômicas das mulheres. Nesse cenário, esta pesquisa examina as experiências de um coletivo de mulheres de uma comunidade tradicional cujo sustento depende da extração manual e da venda de óleos vegetais derivados de espécies amazônicas, geralmente tratados como mercadorias de baixo valor. A fim de capacitar esse coletivo e agregar valor ao bionegócio local, este estudo empregou os princípios da metodologia de design thinking, enfatizando a empatia, a colaboração e a experimentação com a perspectiva humana em seu núcleo, objetivando catalisar o empreendedorismo feminino na comunidade. As descobertas revelam que a aplicação dos princípios do design thinking, vistos da perspectiva da inovação e do empreendedorismo, otimizou a geração de renda e valor agregado ao bionegócio, promovendo o reconhecimento dessas mulheres quanto à importância de suas atividades na comunidade. Esta investigação evidenciou o potencial do design thinking para capacitar as mulheres nas comunidades tradicionais, afirmando a importância das suas contribuições para as suas comunidades. Desta forma, o trabalho contribuiu para um diálogo mais amplo sobre a equidade de gênero, o empoderamento econômico e a revitalização dos sistemas de conhecimento tradicionais em regiões remotas.
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