Haroldo de Campos e João Adolfo Hansen: duas leituras e uma polêmica sobre a poesia de Gregório de Matos

Esta dissertação de mestrado tem o objetivo de estudar a recepção crítica da obra de Gregório de Matos, concentrando-se na análise das formulações de Haroldo de Campos e João Adolfo Hansen. Estudaremos a trajetória crítica de Haroldo de Campos, que, aliando as atividades de poeta e crítico, cunha o...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Gilson de Oliveira Mendes
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositório:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/ECAP-99EJHK
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/1843/ECAP-99EJHK
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:barroco
Gregório de Matos
recepção crítica
Barroco na literatura
Matos, Gregório de, 1633-1696 Crítica e interpretação
Poesia brasileira História e crítica
Satira brasileira
Retórica
Campos, Haroldo de, 1929-2003 Crítica e interpretação
Crítica
Hansen, João Adolfo, 1942- Crítica e interpretação
Descrição
Resumo:Esta dissertação de mestrado tem o objetivo de estudar a recepção crítica da obra de Gregório de Matos, concentrando-se na análise das formulações de Haroldo de Campos e João Adolfo Hansen. Estudaremos a trajetória crítica de Haroldo de Campos, que, aliando as atividades de poeta e crítico, cunha o termo neobarroco, aproximando, sincronicamente, sua produção poética de vanguarda da poética do século XVII. Veremos como Haroldo defende o barroco como estilo característico da América e Gregório, como iniciador da literatura brasileira, criticando a posição de Antonio Candido. Analisaremos, em contrapartida, a obra de Hansen, que nega o termo barroco, critica o anacronismo das críticas e reconstitui o contexto de produção poética do século XVII, marcado pela prescrição retórica rigidamente orientada. Além disso, ao estudarmos Hansen, entenderemos também as restrições políticas, religiosas e, obviamente, artísticas, que fazem da sátira um instrumento da razão de Estado. Para Hansen, Gregório era uma etiqueta e não a origem original dos poemas, como supunha a crítica posterior, que operava com critérios exteriores à sociedade seiscentista. Por fim, confrontaremos as duas visões críticas, ressaltando suas divergências e conseqüentemente chegando ao efeito das duas leituras.