Othonella araguaiana Mendes (Bivalvia, Megadesmidae), formação Corumbataí (Permiano Superior) da margem leste da Bacia do Paraná: significado sistemático, evolutivo e bioestratigráfico

Nesse estudo, é reportada, pela primeira vez, a ocorrência de Othonella araguaiana Mendes, no Estado de São Paulo, intervalo da biozona de Pinzonella illusa, Formação Corumbataí, Permiano médio. Trata-se de bivalve de ocorrência rara, originalmente descrito para a Formação Estrada Nova (= Formação C...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Simões, Marcello Guimarães, Anelli, Luiz Eduardo, David, Juliana Machado
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Geologia USP. Série Científica (Online)
Idioma:inglês
português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/27482
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27482
Access Level:Acceso aberto
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Othonella araguaiana (Bivalvia, Megadesmidae) from the Corumbataí Formation (Midlle Permian), Eastern Margin of the Paraná Basin: systematic, evolutionary and biostratigraphic significances
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description Nesse estudo, é reportada, pela primeira vez, a ocorrência de Othonella araguaiana Mendes, no Estado de São Paulo, intervalo da biozona de Pinzonella illusa, Formação Corumbataí, Permiano médio. Trata-se de bivalve de ocorrência rara, originalmente descrito para a Formação Estrada Nova (= Formação Corumbataí), do Alto Araguaia e Alto Garças, Estado do Mato Grosso. Novos espécimes de O. araguaiana foram encontrados em arenito bioclástico (tempestito proximal), na parte média da Formação Corumbataí, em Rio Claro, SP. As conchas silicificadas e os moldes internos estão bem conservados, preservando a impressão da musculatura e de outros caracteres internos (e.g., charneira) nunca antes ilustrados. Em sua descrição original, Mendes (1963) chamou a atenção para a semelhança entre O. araguaiana e Terraia aequilateralis, um Veneroida comum na Formação Corumbataí. Contrariamente, Runnegar e Newell (1971), notaram que O. araguaiana pertence aos Megadesmidae, se tratando provavelmente de um sinônimo-júnior de Plesiocyprinella carinata (o megadesmídeo mais comum do Grupo Passa Dois). Conforme nossos dados mostram, O. araguaiana pode ser atribuída aos Megadesmidae, sendo, porém, distinta de P. carinata. A nova ocorrência de O. araguaiana é importante para esclarecer as relações de parentesco entre os Megadesmidae da Bacia do Paraná e por demonstrar que: a) a distribuição paleobiogeográfica da espécie não está restrita à porção setentrional da Bacia do Paraná, no Estado do Mato Grosso; b) a fauna de moluscos bivalves da Formação Corumbataí (biozona de P. illusa) no Estado de São Paulo é mais diversa e, de fato, dominada pelos megadesmídeos, e c) a composição da fauna de moluscos da Formação Corumbataí em Alto Garças é essencialmente a mesma da biozona de P. illusa, da borda leste da Bacia do Paraná.
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Novos espécimes de O. araguaiana foram encontrados em arenito bioclástico (tempestito proximal), na parte média da Formação Corumbataí, em Rio Claro, SP. As conchas silicificadas e os moldes internos estão bem conservados, preservando a impressão da musculatura e de outros caracteres internos (e.g., charneira) nunca antes ilustrados. Em sua descrição original, Mendes (1963) chamou a atenção para a semelhança entre O. araguaiana e Terraia aequilateralis, um Veneroida comum na Formação Corumbataí. Contrariamente, Runnegar e Newell (1971), notaram que O. araguaiana pertence aos Megadesmidae, se tratando provavelmente de um sinônimo-júnior de Plesiocyprinella carinata (o megadesmídeo mais comum do Grupo Passa Dois). Conforme nossos dados mostram, O. araguaiana pode ser atribuída aos Megadesmidae, sendo, porém, distinta de P. carinata. A nova ocorrência de O. araguaiana é importante para esclarecer as relações de parentesco entre os Megadesmidae da Bacia do Paraná e por demonstrar que: a) a distribuição paleobiogeográfica da espécie não está restrita à porção setentrional da Bacia do Paraná, no Estado do Mato Grosso; b) a fauna de moluscos bivalves da Formação Corumbataí (biozona de P. illusa) no Estado de São Paulo é mais diversa e, de fato, dominada pelos megadesmídeos, e c) a composição da fauna de moluscos da Formação Corumbataí em Alto Garças é essencialmente a mesma da biozona de P. illusa, da borda leste da Bacia do Paraná. In this study, the occurrence of Othonella araguaiana Mendes, a rare bivalve species is reported for the first time in the Pinzonella illusa biozone, Middle Permian Corumbataí Formation, in the State of São Paulo. This species was originally described in coeval rocks of the Estrada Nova Formation (= Corumbataí) from the Alto Araguaia and Alto Garças regions, State of Mato Grosso. The specimens of O. araguaiana were found in the base of a bioclastic sandstone bed, a proximal tempestite, in the middle of the Corumbataí Formation, in the city of Rio Claro, São Paulo State. The silicified shells and internal molds are well preserved, showing impressions of muscle scars and other internal anatomic characters (e.g., hinge), never illustrated by previous authors. In his original description, Mendes (1963) called attention to the similarity between O. araguaiana and Terraia aequilateralis, a common veneroid of the Corumbataí Formation. Conversely, Runnegar and Newell (1971) suggested that O. araguaiana belongs to Megadesmidae, being a junior synonym of Plesiocyprinella carinata (the commonest megadesmid of the Passa Dois Group). Our study indicates that O. araguaiana is indeed a megadesmid, but is distinct from the P. carinata. The new occurrence of O. araguaiana demonstrates that a) the paleobiogeographic distribution of this species is wider than previously thought (that it was restricted to the northern part of Paraná Basin, Mato Grosso State); b) the molluscan fauna of the Corumbataí Formation (P. illusa biozone) in the State of São Paulo is more diverse and dominated by megadesmids; and c) the composition of the molluscan fauna of the Corumbataí Formation in Alto Garças, State of Mato Grosso, is essentially the same as that of the P. illusa biozone of the eastern margin of the Paraná Basin. Universidade de São Paulo. Instituto de Geociências2010-07-01info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfapplication/epub+ziphttps://revistas.usp.br/guspsc/article/view/2748210.5327/Z1519-874X2010000200004Geologia USP. Série Científica; Vol. 10 Núm. 2 (2010); 45-55 Geologia USP. Série Científica; Vol. 10 No. 2 (2010); 45-55 Geologia USP. 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