Um novo bivalve permiano (megadesmidae, plesiocyprinellinae) do membro serrinha (Formação Rio do Rasto), Bacia do Paraná, Brasil

Durante recente organização das coleções paleontológicas do Laboratório de Paleontologia Sistemática do Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, foram localizados alguns espécimes de moluscos bivalves, ainda não descritos, que chamaram nossa atenção pelas seguintes razões: a) todos os es...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Anelli, Luiz Eduardo, Simões, Marcello Guimarães, David, Juliana Machado
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Geologia USP. Série Científica (Online)
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/27480
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27480
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Bivalvia
Megadesmidae
Permian
Paraná Basin
Serrinha Member
Rio do Rasto Formation
Permiano
Bacia do Paraná
Membro Serrinha
Formação Rio do Rasto
Descrição
Resumo:Durante recente organização das coleções paleontológicas do Laboratório de Paleontologia Sistemática do Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, foram localizados alguns espécimes de moluscos bivalves, ainda não descritos, que chamaram nossa atenção pelas seguintes razões: a) todos os espécimes são moldes internos de valvas conjugadas, articuladas fechadas, alguns destes com restos da concha silicificada; b) todos os moldes internos têm a mesma forma geral e características internas, representando espécimes de um mesmo táxon; c) os moldes internos e as valvas silicificadas estão bem preservadas, e incluem estruturas frágeis de difícil preservação, tais como o molde interno do ligamento externo e também as cicatrizes musculares; d) e igualmente importante, todos os espécimes estão registrados como provenientes das rochas do Grupo Passa Dois (Permiano), Membro Serrinha, da Formação Rio do Rasto. Embora não existam informações sobre o autor da coleta e localização geográfica dos espécimes, o estudo detalhado da morfologia desses fósseis evidencia tratar-se de um gênero de bivalve distinto dos já descritos para a fauna endêmica do Grupo Passa Dois. Fundamentado na forma geral da concha, estrutura da charneira e cicatrizes musculares, o novo táxon é atribuído à Família Megadesmidae Vokes, 1967, a mais diversificada dentre aquelas do Permiano da Bacia do Paraná. Os espécimes são aqui designados como Beurlenella elongatella gênero e espécie novos. A forma geral dos espécimes, bem como o modo de preservação, indica que se trata de um bivalve escavador raso ativo, rápido, suspensívoro, que foi provavelmente preservado in situ, em depósitos gerados por sedimentação episódica.