Efeito do momento da filtração de hemocomponentes na evolução clínica de pacientes transfundidos: coorte retrospectiva

Introdução: A transfusão em pacientes é uma terapia relevante, porém não isenta de riscos. A leucorredução, realizada por filtros pré (bancada ou em linha) ou pósarmazenamento (beira leito), reduz o risco de transmissão de algumas doenças e o desenvolvimento de reações transfusionais (RTs). Na liter...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Natasha Dejigov Monteiro da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24022025-153139
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-24022025-153139/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Blood transfusion
Clinical evolution
Enfermagem
Evolução clínica
Leukocyte reduction procedures
Nursing
Procedimentos de redução de leucócitos
Reação transfusional
Transfusão de sangue
Transfusion reaction
Descripción
Sumario:Introdução: A transfusão em pacientes é uma terapia relevante, porém não isenta de riscos. A leucorredução, realizada por filtros pré (bancada ou em linha) ou pósarmazenamento (beira leito), reduz o risco de transmissão de algumas doenças e o desenvolvimento de reações transfusionais (RTs). Na literatura, há escassez de estudos que analisam comparativamente o impacto do momento da filtração utilizado (bancada, em linha e beira leito) na evolução clínica dos pacientes transfundidos, o que justifica a relevância da presente pesquisa. Objetivo: Verificar o efeito do momento da filtração de concentrado de hemácias (CH) e concentrado de plaquetas (CP) na ocorrência de RT, presença de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS), tempo de permanência e óbito hospitalar de pacientes transfundidos. Método: Estudo de coorte retrospectivo realizado em unidades do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e na Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo. Foram incluídos pacientes adultos (18 anos) que receberam transfusão de uma ou mais unidades de CH e/ou CP alogênicos leucorreduzidos em um dos momentos de filtração (em linha, bancada ou beira leito) entre 2017 e 2020 e que permaneceram internados por mais de 24 horas. A variável independente foi o momento da filtração e as dependentes relacionadas à evolução clínica (RT, IRAS, tempo de permanência e óbito hospitalar). Os testes Qui-Quadrado de Person e Kruskal Wallis, além de modelos de efeitos mistos generalizado e teste de Wald com correção de Tukey foram aplicados nas análises (nível de significância de 5%). Resultados: Na análise de 3.668 pacientes (23.782 transfusões), observouse diferença estatisticamente significativa (p<0,001) entre o momento da filtração e a ocorrência de RT, tempo de permanência e óbito hospitalar. O modelo mostrou que não houve evidência de efeito do momento da filtração na ocorrência de RT (p=0,991) e presença de IRAS (0,982), independente do hemocomponente transfundido (p=0,993 para RT e p=0,558 para IRAS). Por outro lado, o momento da filtração exerceu efeito (p<0,001) no tempo de permanência hospitalar, dependendo do hemocomponente transfundido (p=0,023), sendo que a filtração pré-armazenamento (em linha ou bancada) de CH apresentou melhor desempenho e, para CP, o uso da filtração em linha se destacou. Tanto o momento da filtração quanto o hemocomponente (p=0,041) exerceram influência no óbito hospitalar, com destaque ao efeito protetor da filtração de bancada de CH e em linha e bancada de CP para o desfecho. Conclusão: O momento da filtração teve efeito no tempo de permanência e óbito hospitalar dos pacientes, dependendo do hemocomponente transfundido. Implicações para a prática clínica: Os resultados deste estudo podem contribuir para melhoria da assistência ao paciente transfundido e de políticas públicas de hemoterapia no que tange ao procedimento de leucorredução.