Geografia e educação inclusiva: a formação docente com foco no Transtorno do Espectro Autista - TEA
Nos cursos superiores do país há, ainda, uma lacuna existente, no que diz respeito à formação de professores, sobretudo, para o trabalho com alunos autistas. Mesmo que alguns cursos superiores já tenham incluído em suas grades curriculares componentes sobre educação inclusiva, ainda assim, a formaçã...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/4782 |
| Acceso en línea: | http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4782 |
| Access Level: | acceso embargado |
| Palabra clave: | Inclusão Ensino de geografia Formação docente Transtorno do Espectro Autista - TEA EDUCACAO::ENSINO-APRENDIZAGEM |
| Sumario: | Nos cursos superiores do país há, ainda, uma lacuna existente, no que diz respeito à formação de professores, sobretudo, para o trabalho com alunos autistas. Mesmo que alguns cursos superiores já tenham incluído em suas grades curriculares componentes sobre educação inclusiva, ainda assim, a formação específica para esse público é praticamente inexistente. Mediante o exposto, a presente pesquisa tem como objetivo compreender o cenário da formação dos professores de geografia no contexto da educação especial, para o trabalho de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nas escolas em tempo integral da rede estadual, localizadas município de Campina Grande-PB, tendo como critério para seleção escolas que possuem as salas de recursos multifuncionais. Como base metodológica, nos fundamentamos em uma abordagem qualiquantitativa, utilizando a revisão bibliográfica, levantamentos de dados e reflexões dos dados obtidos; quanto aos seus objetivos, caracterizamos como uma pesquisa exploratória e os procedimentos técnicos adotados, como uma pesquisa colaborativa. O trabalho de campo foi consolidado em sete escolas e a participação de dezessete professores de geografia das Escolas Cidadãs Integrais e Cidadãs Integrais Técnicas. O levantamento dos dados nos levaram a perceber que as lacunas existentes para o trabalho com alunos com deficiência começam desde a formação acadêmica e perpassam para os sistemas educacionais de ensino. A formação continuada torna-se um desafio diante da precarização do trabalho do professor, pela falta de compromisso dos nossos governantes e pela falta de respeito na valorização ao trabalho humano, já que maquiar propostas inclusivas em pleno século XXI é um retrocesso na educação. Assim, convém destacarmos a importância da formação continuada do professor de geografia para a educação inclusiva, focada na aprendizagem de alunos com Transtorno do Espectro Autista, levando em consideração o aumento da presença de alunos com TEA nos espaços escolares. Para isso, foi organizada uma formação continuada em três encontros com os professores, com orientação de teorias e práticas na educação especial, com destaque para os alunos com TEA. A participação dos professores durante a formação reafirmou a carência de direcionamentos para o trabalho na teoria e prática pedagógica com os alunos com TEA. Entre os desafios estão a dificuldade na escolha da metodologia adequada, a falta de conhecimento sobre o espectro, a falta de recursos necessários para o trabalho em sala de aula e a ausência de formação continuada. Como produto educacional resultante desta pesquisa, foi elaborado um guia ancorado sobre as bases do Desenho Universal para a Aprendizagem, com sugestões de práticas pedagógicas para a construção de um trabalho inclusivo e fundamentado na equidade e respeito às diferenças. |
|---|