Análise dos vínculos afetivos na adoção: um olhar para as condições ambientais e afetivas na maternagem de mães adotivas.
A proposta deste trabalho é contribuir para a compreensão da constituição do vínculo mãe-bebê nas experiências de maternagem em mãe adotivas, a partir de uma perspectiva teórica winnicottiana. Tais construções vinculares referem-se à construção da maternagem na relação mãe-bebê, a partir de um viven...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/191225 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/191225 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Adoção Relação mãe-bebê Maternagem Psicanálise Winnicott Adoption Mother-infant relationship Maternity Psychoanalysis |
| Resumo: | A proposta deste trabalho é contribuir para a compreensão da constituição do vínculo mãe-bebê nas experiências de maternagem em mãe adotivas, a partir de uma perspectiva teórica winnicottiana. Tais construções vinculares referem-se à construção da maternagem na relação mãe-bebê, a partir de um vivenciar da preocupação materna primária, holding, handling, das apresentações de objeto, entre outros movimentos psíquicos que compõem o desenvolvimento da “mãe suficientemente boa”. Neste sentido, amplia-se essa compreensão e análise deste fenômeno em mães adotivas, que em grande parte advêm de um processo de infertilidade e chegam carregadas de estigmas e fantasias que precisam ser descontruídas para a efetivação do maternar, além de transitarem por um processo jurídico que desperta conteúdos psíquicos, muitas vezes oriundos de fatores inconscientes que ficam expostos na construção da maternagem. Diante disso, para o desenvolvimento desta pesquisa qualitativa, foi utilizado o Procedimento do Desenho-Estória com Tema e a entrevista semiestruturada, com quatro mães que estavam no momento da pesquisa com filhos de até 4 anos de idade. O método psicanalítico e a narrativa psicanalítica percorreram toda a análise dos dados e construção dos resultados. Verificou-se que há diversos lutos a serem vividos dentro do campo da adoção, ou seja, o luto da perda da fertilidade, dos filhos e dos pais ideais, entre outros. A vivência da preocupação materna primária e os desdobramentos desta experiência são essenciais para iniciar e despertar a construção vincular e, neste caso, o tempo na fila de espera para adoção pode ser um elemento importante e decisivo para desenvolver esta condição e, consequentemente, no florescer de uma “mãe suficientemente boa”. Contudo, compreende-se que da participação do processo legal da adoção, no qual há o preenchimento do formulário de perfil para a escolha das características do filho, emergem diversos sentimentos, mobilizando inúmeros conteúdos psíquicos. Os cursos preparatórios para adoção são também fatores significativos para os pretendentes à adoção, pois apresentam aspectos do processo que podem favorecer o desenvolvimento da relação, a fim de evitar a devolução. Portanto, vale ressaltar a importância de um preparo psicológico e de uma compreensão dos recursos psíquicos dos pais para acolher um filho que carrega uma história pregressa desconhecida por eles e que expressará seus sentimentos de abandono em seu novo lar, buscando em sua mãe um acolhimento e exercício de holding e handling necessários para o processo de adaptação, para a construção do vínculo afetivo e para as possíveis ressignificações das experiências vividas tanto pelas mães quanto pelos filhos. |
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