Encontrando a criança adotiva: um passeio pelo imaginário coletivo de professores à luz da psicanálise

A presente investigação insere-se num conjunto de pesquisas psicanalíticas sobre o imaginário social, focalizando a problemática da adoção. Articula-se ao redor de trabalho de campo constituído por encontros individuais, com professores de ensino fundamental e médio, durante os quais o procedimento...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Ferreira-teixeira, Marcela Casacio
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS)
Repositorio:Repositório Institucional PUC-Campinas
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.sis.puc-campinas.edu.br:123456789/15610
Acesso em linha:http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/15610
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:adoção
psicanálise
professores
imaginário social
Winnicott
adoption
psychoanalysis
teachers
social imaginary
Descrição
Resumo:A presente investigação insere-se num conjunto de pesquisas psicanalíticas sobre o imaginário social, focalizando a problemática da adoção. Articula-se ao redor de trabalho de campo constituído por encontros individuais, com professores de ensino fundamental e médio, durante os quais o procedimento de desenhos-estórias com tema foi utilizado como mediador dialógico. Narrativas psicanalíticas destes encontros permitiram uma elaboração compreensiva das comunicações obtidas, a partir da qual são destacados campos inconscientes organizadores do imaginário: o abandono, a mentira, o estranho e a psicopatologia. O abandono insere-se numa rede que encontra, nas questões da entrega da criança para adoção e nas experiências de desamparo e rejeição, outros nós significativos. A mentira liga-se às condutas de ocultação da história de adoção e das verdades da família. O estranho aparece projetado na adoção como forma de debruçarse sobre o desconhecido, possivelmente em consonância com dimensões temidas de self. Por fim, o último campo aponta para o fenômeno da criação de teorias psicopatológicas, pelas quais fragilidades emocionais insuperáveis são atribuídas às crianças adotivas. Tais constatações fazem-nos questionar eticamente as práticas sociais atualmente prevalentes frente à criança adotiva.