Avaliação das habilidades cognitivas em praticantes idosos de karate-dō de longa data

Introdução: exercício físico e artes marciais podem exercer influência no desempenho cognitivo de idosos, atuando como ferramentas importantes de prevenção do desenvolvimento de quadros de declínio cognitivo e incrementar estratégias de intervenção. As artes marciais, especialmente o Karate-Dō, noss...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lopes Filho, Brandel José Pacheco
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/9075
Acesso em linha:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9075
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Envelhecimento
Artes Marciais
Karate
Cognição
Ensaio Clínico
Martial Arts
Cognition
Aging
CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Descrição
Resumo:Introdução: exercício físico e artes marciais podem exercer influência no desempenho cognitivo de idosos, atuando como ferramentas importantes de prevenção do desenvolvimento de quadros de declínio cognitivo e incrementar estratégias de intervenção. As artes marciais, especialmente o Karate-Dō, nosso objeto de estudo, são consideradas formas de exercício completas, que além de trazerem benefícios à saúde física, contribuem para estimular habilidades motoras e cognitivas, melhora da qualidade de vida e de aspectos emocionais de seus praticantes. Objetivo: Verificar o desempenho das funções cognitivas e capacidade de reserva cognitiva em idosos praticantes de Karate-Dō de longa data. Método: realizou-se um estudo transversal e comparativo com 99 idosos divididos em três grupos: Grupo Karate-Dō de longa data (n = 37), Grupo de Sedentários (n = 41) e Grupo de Atividades Sociais (n = 21). Os idosos responderam a um questionário sociodemográfico, a uma bateria de testes cognitivos (avaliação de orientação têmporo-espacial, registro, atenção, cálculo, evocação, linguagem e funções executivas) e a escalas de queixas cognitivas subjetivas e de humor (ansiedade e depressão). O Grupo de Sedentários não realizava nenhuma atividade física e o Grupo de Atividade Social participava de atividades sociais variadas, mas não exercício físico. A análise dos dados foi realizada com estatísticas descritivas e de inferências. A distribuição dos dados foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Diferenças entre os grupos foram investigadas pelo teste Kruskal-Wallis e Teste U de Mann-Whitney. Resultados: na comparação entre os grupos, o Grupo de Sedentários obteve menos escores no Questionário de Reserva Cognitiva em comparação ao Grupo de Atividades Sociais (p = 0,012) e Grupo Karate-Dō de longa data (p ≤ 0,001), sendo que este dois obtiveram pontuações semelhantes (p = 0,104) no Questionário de Reserva Cognitiva. O Grupo de Sedentários obteve maior pontuação na subescala Motivação da GDS-15 quando comparado com o Grupo de Atividades Sociais (p = 0,016). Conclusão: a prática de Karate-Dō de longa data parece trazer benefícios quanto à capacidade de reserva cognitiva a idosos praticantes saudáveis. Ao mesmo tempo, evidenciou-se que atividades sociais parecem incrementar a capacidade de reserva cognitiva e estão relacionadas à redução de sintomas depressivos.