Etnografia, ou a teoria vivida

Inicio com uma constatação elementar - a de que conceitos acadêmicos, assim como outras idéias da nossa experiência, mudam no tempo e no espaço, isto é, são históricos e são contextuais. Nenhum conceito tem um significado perene e, especialmente, nas ciências sociais, a vida dos conceitos reflete o...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Peirano, Mariza
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Ponto Urbe
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/217940
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/pontourbe/article/view/217940
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:etnografia
Antropologia
Antropologia Urbana
Ciências Sociais
Ponto Urbe
Descripción
Sumario:Inicio com uma constatação elementar - a de que conceitos acadêmicos, assim como outras idéias da nossa experiência, mudam no tempo e no espaço, isto é, são históricos e são contextuais. Nenhum conceito tem um significado perene e, especialmente, nas ciências sociais, a vida dos conceitos reflete o que Max Weber definiu como sua “eterna juventude”. Para Weber, essa era uma característica positiva das ciências sociais e refletia um otimismo raro nele - o de que, por definição, essas ciências seriam sempre jovens, sempre em processo de elaboração e sofisticação, sempre renovadas.