Abandono afetivo: os limites do direito na coerção de manifestações emocionais humanas

O presente artigo investiga o abandono afetivo e suas implicações jurídicas, a partir da análise crítica do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial nº 1.159.242/SP. Nesse contexto, aborda os argumentos jurídicos retratados no julgado paradigma. A seguir, discute acerc...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Ferreira Neto, Arthur M., Eick, Luciana Gemelli
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2015
Country:Brasil
Institution:Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Repository:Revista de Direito Econômico e Socioambiental
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.pucpr.br:article/6194
Online Access:https://periodicos.pucpr.br/direitoeconomico/article/view/6194
Access Level:Open access
Keyword:Abandono afetivo
Superior Tribunal de Justiça
Indenização
Precificação do afeto
Negligência.
Description
Summary:O presente artigo investiga o abandono afetivo e suas implicações jurídicas, a partir da análise crítica do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial nº 1.159.242/SP. Nesse contexto, aborda os argumentos jurídicos retratados no julgado paradigma. A seguir, discute acerca do princípio da dignidade da pessoa humana e a precificação do afeto, bem como a eficácia social da decisão que pretendeu regular a manifestação do cuidado afetivo. Ao final, conclui pelo desacerto da decisão quando da análise da negligência paterna, por tratar a questão como a mera busca do negligenciado pela satisfação pecuniária, sem qualquer contrapartida sentimental, o que poderia culminar até mesmo para acentuar o abismo afetivo já existentes, inobstante a louvável tentativa da Corte Superior de disciplinar tema deveras complexo.