Confabulações afetadas: o re-tratar-se das bichas pretas pela educação
A fabulação, a arte primal de contar histórias, ganhou destaque no sistema-mundo moderno/colonial. Assim, o homem branco europeu autoproclamou-se o narrador da História Única do “Novo Mundo”. Ele inventou o negro, porém, esses foram destituídos de seus nomes, línguas, histórias, passado e humanidade...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/19722 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/19722 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Educação educação bichas pretas interseccionalidades escrevivências fabulação crítica intersectionality and critical education queer black men writing experience critical fabulation |
| Resumo: | A fabulação, a arte primal de contar histórias, ganhou destaque no sistema-mundo moderno/colonial. Assim, o homem branco europeu autoproclamou-se o narrador da História Única do “Novo Mundo”. Ele inventou o negro, porém, esses foram destituídos de seus nomes, línguas, histórias, passado e humanidade. Além disso, o homem negro foi aprisionado a uma rede de significações em uma relação direta com a cisheterossexualidade como se houvesse apenas uma única possibilidade do negro experienciar a sua masculinidade e sexualidade. Enquanto isso, as bichas pretas, viados pretos e homens negros gays afeminados foram vinculados a signos caricaturais, ridicularizantes e risíveis. A escola, infelizmente, reproduz essa pedagogia cisheteronormativa. Então, como desconstruir essas redes de significações? Portanto, a presente tese tem por objetivo re-tratar as masculinidades negras afeminadas, a fim de construir comunidades pedagógicas afetivas de aprendizagem, isto é, plasmar mundos (im)possíveis através da educação para o acolhimento, emancipação social e livre expressão subjetiva das performatividades das masculinidades negras afeminadas. Para alcançar tal objetivo, as masculinidades negras foram (re)interpretadas segundo a proposta interseccional do feminismo e do transfeminismo negro decolonial e a educação foi repensada a partir de uma percepção crítica, transgressora e afetiva. Metodologicamente, a fabulação crítica me possibilitou estabelecer uma confluência entre a autoetnografia e a escrita literária. A pesquisa contou com a participação de sete professoras/es bichas pretas, viados pretos e homens negros gays afeminados. Após a coleta e análise das escrevivências das/dos docentes foi possível tecer nossas confabulações afetadas e, assim, estabelecemos uma inversão de papeis narrativos. Se, antes, éramos predeterminadas pelas fabulações coloniais; agora, com nossas confabulações afetadas, somos protagonistas de nossas próprias histórias. |
|---|