CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE NO MANEJO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA

Em todo o mundo, as pessoas com Transtorno do Espectro Autista são discriminadas e têm seus direitos violados. Estima-se que uma em cada 160 crianças possuem o distúrbio e os estudos indicam o aumento globalizado da prevalência do Espectro. A psicanálise é conhecida por ser uma clínica do sujeito, e...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Araújo, Eldia dos Santos, de Sousa, Laís Vitorino, Costa, Brunna Hellen Saraiva, Padilha, Rafael Santos de Araújo, Gomes, Ícaro Caio Pereira, Dantas, Eduard Dutra, Sousa, Danilo Marques Aureliano, Dias, Karla Giovanna Costa, Pereira, Camila de Alencar
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Paranaense (UNIPAR)
Repositorio:Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.revistas.unipar.br:article/9916
Acesso em linha:https://revistas.unipar.br/index.php/saude/article/view/9916
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Psicanálise
Crianças
Transtorno do Espectro Autista
Descrição
Resumo:Em todo o mundo, as pessoas com Transtorno do Espectro Autista são discriminadas e têm seus direitos violados. Estima-se que uma em cada 160 crianças possuem o distúrbio e os estudos indicam o aumento globalizado da prevalência do Espectro. A psicanálise é conhecida por ser uma clínica do sujeito, e em crianças com TEA, se coloca no lugar de respeito ao jeito de ser de cada indivíduo, independentemente de sua patologia. As intervenções psicossociais com base nas teorias psicanalíticas são uma forma de reduzir as angústias vividas pelo sujeito, às dificuldades de comunicação e convívio social, melhorando a qualidade de vida. Desse modo, a presente pesquisa buscou compreender como a técnica psicanalítica pode contribuir no manejo de crianças com TEA. Para isto foi realizado um estudo de caráter descritivo e qualitativo com 12 psicanalistas que atendem crianças com o espectro. As entrevistas e dados sociodemográficos foram analisados com auxílio do IRAMUTEQ e do SPSS 21.0, respectivamente. Após a análise, as palavras puderam ser agrupadas em dois grandes eixos. O primeiro caracterizando o processo de evolução, onde a importância da família é ponto chave, e o segundo, relacionado ao lugar do psicanalista na direção da análise, caracterizando as especificidades do tratamento, do manejo e linguagem desta demanda. Pode-se perceber que as entrevistas explanaram as vivências da prática clínica, além de um tratamento possível e que mostra resultados no atendimento psicanalítico de crianças diagnosticadas ou em processo de diagnóstico do TEA.