Análise biomecânica da marcha de crianças com Transtorno do Espectro Autista

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio caracterizado por mudanças no desenvolvimento neurológico, manifestadas por padrões repetitivos de comportamento e desafios na expressão. Entre as alterações, a marcha tem sido destacada como uma habilidade que quando alterada, impact...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Rossi, Camila Rizzon, Broilo, Millena Dossin
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2024
Country:Brasil
Institution:Universidade de Caxias do Sul (UCS)
Repository:Repositório Institucional da UCS
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ucs.br:11338/14203
Online Access:https://repositorio.ucs.br/11338/14203
Access Level:Open access
Keyword:Fisioterapia
Biomecânica - Análise
Marcha
Crianças
Transtornos do espectro autista
Description
Summary:Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio caracterizado por mudanças no desenvolvimento neurológico, manifestadas por padrões repetitivos de comportamento e desafios na expressão. Entre as alterações, a marcha tem sido destacada como uma habilidade que quando alterada, impacta na independência da criança. Diante disso, é essencial realizar uma avaliação da marcha para identificação das disfunções existentes e para o processo de reabilitação, direcionando a elaboração de um plano de tratamento individualizado. Objetivo: Analisar a biomecânica da marcha em crianças de 3 a 6 anos com Transtorno do Espectro Autista. Método: Trata-se de uma pesquisa observacional, analítica, com abordagem transversal. A amostra foi composta por quatorze crianças com idades de 3 a 6 anos com diagnóstico confirmado de Transtorno do Espectro Autista. Para coleta de dados foi utilizado um questionário de caracterização amostral e um Equipamento Medidor Inercial com Acelerômetro e Giroscópio BAIOBIT (Marca Rivelo by BTS Bioengineering, Milão, Itália). As variáveis da marcha coletadas foram: simetria, velocidade, cadência, comprimento da passada, duração do passo, tempo de apoio e tempo de balanço. Os dados foram analisados através de estatística descritiva. Resultados: As crianças com TEA apresentaram uma diminuição da velocidade, comprimento da passada, tempo de balanço e simetria quando comparado as crianças típicas da mesma faixa etária. Já a cadência, tempo de apoio e duração do passo foram maiores em crianças com TEA. Conclusões: Há alterações na biomecânica da marcha de crianças com Transtorno do Espectro Autista quando comparadas a crianças normotípicas das faixas etárias correspondentes. [resumo fornecido pelo autor]