"É menino ou menina?”: performaces gênero de um coletivo LGBTQIAP+ na cidade do Rio de Janeiro”
O objetivo central desta pesquisa é analisar performances de gênero de algumas bichas pretas da cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente, integrantes do coletivo negro LGBTQIAP+, chamado “É menino ou menina?” (EMM), em que fui um dos fundadores em 2020, durante a pandemia do COVID-19. Compreen...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22282 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22282 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Educação Performance Gênero Bichas pretas Genre Black fagots |
| Resumo: | O objetivo central desta pesquisa é analisar performances de gênero de algumas bichas pretas da cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente, integrantes do coletivo negro LGBTQIAP+, chamado “É menino ou menina?” (EMM), em que fui um dos fundadores em 2020, durante a pandemia do COVID-19. Compreendemos este coletivo como um espaço de “letramento racial crítico” (FERREIRA, A. 2015), em que seus integrantes constroem performances narrativas de identidade de gênero. A performance tem como origem latina da palavra formare, que na tradução para nós, seria “formar, criar, dar forma”. Utilizamos como metodologia a etnografia, que segundo Clifford (1998, p. 21) não é uma técnica de coleta de dados, mas uma proposta antropológica de olhar e compreender a alteridade que "está, do começo ao fim, imersa na escrita". Partindo desta perspectiva etnográfica, utilizamos como procedimentos de construção de dados, uma roda de conversa (LEVORLINI; PELICIONI 2001), e outras atividades como uma oficina e uma performance artística. Após análise, identifico as relações hierarquizantes e opressivas que se perpetuam na história de muitas bichas pretas, além de perceber as diferentes formas de opressões, e os seus modus operandi, apresento como resultado dessa pesquisa, estratégias de resistência da população LGBTQIAP+ e os mecanismos de todo movimento negro dando força a continuidade das atividades do Coletivo - EMM. As performances de gênero se constroem nas relações sociais, essas performances também determinam socialmente quem vive e quem morre, quem manda e quem obedece, as performances narrativas e de gênero promovem um tensionamento sobre diferentes ordens, seja no aspecto acadêmico, político, econômico ou social. |
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