O cavalo de troia da nação : tempo, erudição, crítica e método em Capistrano de Abreu (1878-1927)

Esta tese de doutorado apresenta um estudo sobre história da historiografia brasileira assim algumas reflexões sobre teoria e epistemologia da história. Interessa-nos discutir o discurso histórico e as prescrições metodológicas afirmadas pelo historiador brasileiro João Capistrano de Abreu a partir...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Batalhone Júnior, Vítor Claret
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/130781
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/130781
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Abreu, J. Capistrano de (João Capistrano de) , 1853-1927
Teoria da história
Historiografia
Historicidade
Método
Crítica
Method
Historiography
Criticism
History
Capistrano
Epistemology
Descripción
Sumario:Esta tese de doutorado apresenta um estudo sobre história da historiografia brasileira assim algumas reflexões sobre teoria e epistemologia da história. Interessa-nos discutir o discurso histórico e as prescrições metodológicas afirmadas pelo historiador brasileiro João Capistrano de Abreu a partir de fins do século XIX e início do XX. A hipótese a ser considerada se refere a como Capistrano construiu um tão persuasivo discurso a respeito do método histórico que, se por um lado trouxe mais segurança sobre a veracidade dos documentos do passado colonial, por outro lado ocasionou a naturalização de noções prévias e conceitos referentes à história e à identidade nacionais. O discurso construído e ofertado por Capistrano de Abreu pode ser verificado tanto em seus principais escritos quanto pelas notas de rodapé, prefácios e introduções que ele adicionava a documentos oriundos do passado colonial brasileiro. Apesar de não ter escrito uma nova história geral do Brasil ou tampouco um manual de estudos históricos que prescrevesse as normas e os códigos do ofício, Capistrano difundiu suas ideias acerca de como deveria ser verdadeiramente escrita a história do Brasil por meio de artigos, edições de documentos ou estudos monográficos. Protegido pela segurança advinda do método e da crítica historiográficos, o astucioso historiador logrou formular uma intrigante e persistente representação do ser nacional.