Gênero, memória, literatura : a resistência à ditadura civil-militar brasileira na escrita de três militantes : Mariluce Moura (APML), Derlei Catarina de Luca (AP) e Sylvia de Montarroyos (POR-T)
Esta tese tem por objetivo investigar a escrita de autoria feminina sobre a resistência à ditadura civil-militar brasileira. Para tanto, foram selecionadas três obras escritas por três militantes que participaram de organizações clandestinas de agitação e propaganda: A revolta das vísceras(1982), de...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2023 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/257990 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/257990 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Ditadura civil-militar Literatura feminina Gênero Civil-military dictatorship Gender Traumatic memory Literature Dictadura cívico-militar Género Memoria traumática Literatura |
| Summary: | Esta tese tem por objetivo investigar a escrita de autoria feminina sobre a resistência à ditadura civil-militar brasileira. Para tanto, foram selecionadas três obras escritas por três militantes que participaram de organizações clandestinas de agitação e propaganda: A revolta das vísceras(1982), de Mariluce Moura, militante da Ação Popular Marxista-Leninista (APML); No corpo e na alma (2002), de Derlei Catarina De Luca, integrante da Ação Popular (AP) e Réquiem por Tatiana (2013), de Sylvia de Montarroyos, um dos quadros do Partido Operário Revolucionário Trotskista (POR-T). Assim, pretende-se analisar, a partir de uma perspectiva de gênero, a forma como as autoras articularam a linguagem para dar sentido às suas experiências nos movimentos de resistência à ditadura, observando o que contaram e como contaram, bem como o que foi silenciado ou esquecido nos seus relatos. Por fim, busca-se também compreender de que maneira as narrativas por elas construídas produzem fissuras nas interpretações hegemônicas sobre o passado ditatorial brasileiro. Estes pontos nortearam o desenvolvimento deste trabalho que parte da hipótese de que as narrativas construídas pelas autoras estão atravessadas pela condição de cada uma como sujeito político marcado pelo gênero. |
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