As “viagens extraordinárias” no Brasil: análise historiográfica das obras traduzidas do escritor Jules Verne

Esta pesquisa busca contribuir com a historiografia da tradução no país. O trabalho visa refletir sobre a história da literatura traduzida no Brasil; bem como, mais especificamente, analisar as traduções e/ou adaptações das obras de Jules Verne, publicadas em coleções e/ou séries, durante o século X...

Full description

Bibliographic Details
Author: Rando, Fernanda Silva
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repository:Repositório Institucional da UNESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/250877
Online Access:https://hdl.handle.net/11449/250877
Access Level:Open access
Keyword:Tradução
Adaptação
Historiografia da Tradução
História da tradução no Brasil
Mercado editorial
Paratextos
Translation
Adaptation
Translation Historiography
History of translation in Brazil
Editorial market
Paratexts
Traduction
Historiographie de la traduction
Histoire de la traduction au Brésil
Marché de l’édition
Paratextes
Jules Verne
Description
Summary:Esta pesquisa busca contribuir com a historiografia da tradução no país. O trabalho visa refletir sobre a história da literatura traduzida no Brasil; bem como, mais especificamente, analisar as traduções e/ou adaptações das obras de Jules Verne, publicadas em coleções e/ou séries, durante o século XX e início do XXI, considerando os contextos histórico, social e cultural em que os livros estão inseridos. A opção por analisar livros de Jules Verne deve-se ao fato desse autor ter um número expressivo de traduções e/ou adaptações lançadas no período mencionado anteriormente, apesar da perda significativa de espaço da literatura francesa no mercado editorial brasileiro. As primeiras traduções nacionais de livros de Verne, realizadas e publicadas pela editora Livraria Garnier, datam do fim do século XIX. Desde então, as obras do autor não pararam de circular pelo Brasil, sendo periodicamente publicadas e reeditadas por várias editoras. Para atender aos objetivos, tendo como base os conceitos de Gérard Genette (2009), as análises visam um levantamento dos elementos paratextuais, tanto os peritextuais (prefácio, notas, títulos dos livros e das coleções, intertítulos, página de rosto) como, quando possível, alguns epitextuais (catálogos das coleções e material de divulgação, entre outros itens que se encontram à disposição). Ademais, procura-se identificar tendências tradutórias dos textos, como o tradutor e/ou adaptador se manifesta, ou não, em relação ao processo de tradução. Utilizam-se como base teórica do trabalho pesquisadores que abordam: a história editorial e da tradução no país, sobretudo, Laurence Hallewell (2012), Lia Wyler (2003b), Germana Henriques Pereira de Sousa (2015); assim como questões gerais dos Estudos da Tradução, como Cristina Carneiro Rodrigues (2000a), Rosemary Arrojo (1992) e Antoine Berman (1995).