Encruzilhadas das memórias orais e corporais do Quilombo do Cafundó

Com o apagamento das táticas e estratégias de resistência da população africana e afro-brasileira na história oficial, os quilombos foram invisibilizados e, no imaginário brasileiro, o quilombo é algo do passado que não existe no presente. Desse modo, o objetivo geral da pesquisa é investigar os reg...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Thais Pereira da
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18112024-122626
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-18112024-122626/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:collective memory
memória coletiva
memória oral e corporal
oral and body memory
oralidade
orality
Quilombo do Cafundó
quilombos
Social quilombos
Descrição
Resumo:Com o apagamento das táticas e estratégias de resistência da população africana e afro-brasileira na história oficial, os quilombos foram invisibilizados e, no imaginário brasileiro, o quilombo é algo do passado que não existe no presente. Desse modo, o objetivo geral da pesquisa é investigar os registros da informação como memória coletiva dos quilombolas do Cafundó, que são construídas e compartilhadas pelo grupo, a partir das práticas orais e corporais. Segundo a tradição oral, o território foi doado às (aos) ex-escravizadas (os) pelo antigo senhor delas (es) após a Lei Áurea, em 1888. Para averiguar os registros informacionais, mobilizamos as seguintes técnicas de pesquisa: entrevistas com as (os) guardiãs e guardiões da memória cultural e observação das atividades e rituais da comunidade, como as performaces realizadas pelas lideranças e griots durante as visitas de excursionistas e celebrações. Além disso, pesquisamos os documentos orais no Centro de Documentação Cultural (CEDAE), constituído por entrevistas em áudios com moradoras (es) do Cafundó entre as décadas de 1970 e 1980, obtidos com o estudo dos pesquisadores Carlos Vogt e Peter Fry. Desse modo, concluímos que o corpo é um dos lugares da memória cultural para as (os) moradoras (es) do Quilombo do Cafundó, ou seja, o mito de origem, as narrativas, as danças, a cupópia, o curima adúfo e os rituais são fontes de comunicação entre as (os) ancestrais e a geração atual da comunidade.