Fatalismo e conscientização: narrativas de cinco mulheres do extremo leste de São Paulo sobre feminismos
Utilizando como conceitos norteadores o fatalismo, de Martín-Baró, e a conscientização, de Freire, a presente pesquisa analisou o engajamento em causas feministas como uma possível via de elaboração do sofrimento ético-político e de transformação das atitudes de resignação, aceitação e submissão fat...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-20032023-155804 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20032023-155804/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Conscientização Conscientization Fatalism Fatalismo Feminism Feminismo Militância Militancy |
| Sumario: | Utilizando como conceitos norteadores o fatalismo, de Martín-Baró, e a conscientização, de Freire, a presente pesquisa analisou o engajamento em causas feministas como uma possível via de elaboração do sofrimento ético-político e de transformação das atitudes de resignação, aceitação e submissão fatalistas diante de um cenário de opressão. Através do método qualitativo, a fim de apreender as nuances do fenômeno pesquisado em profundidade, e utilizando como recorte o movimento feminista, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco mulheres, que residem no extremo leste da cidade de São Paulo ou em áreas adjacentes, e que se consideram feministas. O objetivo das entrevistas foi compreender se a identificação com os feminismos contribui para a desconstrução de pensamentos e atitudes fatalistas de passividade, aceitação e reprodução da violência de gênero contra as mulheres e de suas consequentes desigualdades, e se as direciona para uma ação coletiva. O método utilizado para apreciação do material produzido nas entrevistas foi o construtivo-interpretativo, de González Rey, por possibilitar uma leitura mais detalhada dos discursos e de seus significados. Os achados obtidos nas entrevistas das cinco mulheres indicaram uma diferença importante entre os discursos daquelas que exerciam, de fato, uma militância ativa por pautas feministas e daquelas que, apesar de simpatizarem com algumas causas do feminismo, optavam por não militar em grupos e preferiam adotar algumas atitudes descritas como feministas no cotidiano o que, consequentemente, mostrou aproximálas mais do campo do ativismo individual e pontual. As militantes mais atuantes se mostraram críticas ao sistema econômico, à política e apresentaram problematizações que articulavam gênero, classe e raça. Já as ativistas, descreveram incômodos mais associados à vida privada, como desejo por obter igualdade salarial, direito ao aborto e vestimentas. Através dos relatos, foi possível perceber que tanto a militância feminista como a identificação com algumas pautas do movimento foram capazes de produzir nas cinco mulheres mudanças nas percepções sobre si mesmas e sobre o cotidiano, bem como possibilitaram transformações em seus relacionamentos e nas posturas de resignação e submissão que declararam apresentar no passado |
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